Tropas aliadas começam a desembarcar no Afeganistão

Grã-Bretanha, França e Turquia lideram as forças multinacionais que começam a desembarcar em pontos estratégicos do Afeganistão com o objetivo principal de assegurar o controle e a distribuição de ajuda humanitária aos afegãos. Essa será também a missão do contingente alemão de 4 mil homens, cujo deslocamento para o teatro de operações acabou sendo aprovado hoje pelo Parlamento alemão depois de vários dias de tensão provocada pela ameaça de desintegração do gabinete do chanceler Gerhard Schroeder. A missão das tropas é de alto risco e implica ação (de defesa, no caso de ataque), admitiu o ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, ao confirmar o imediato deslocamento de cem homens do SBS (Special Boat Service), da Marinha Real, para a base aérea de Bagram - 15 quilômetros ao norte de Cabul. "A tarefa espefícica do comando será preparar o terreno para a chegada de mais tropas, checar a existência de minas e assegurar a distribuição de ajuda humanitária", acrescentou Straw. Neste fim de semana, mais alguns comandos da Marinha Real e do Regimento de Pára-Quedistas chegarão à região. Straw insistiu que as tropas britânicas têm uma missão específica e não deverão envolver-se na guerra civil. Por sua vez, o presidente Jacques Chirac anunciou decisão de reforçar a capacidade de fogo aéreo da França na região, com o deslocamento de mais aviões de combate e confirmou o envio de 60 homens para a base aérea da estratégica cidade de Mazar-i-Sharif (no nordeste afegão), tomada na semana passada por rebeldes da Aliança do Norte. Trinta soldados do contingente partiram hoje mesmo de uma base militar do sudeste francês, com escalas previstas na Turquia e no Usbequistão. O segundo grupo deve partir amanhã. Outros 300 homens deverão unir-se a eles na próxima semana. Ao todo, a França deverá mandar 2 mil homens para o teatro de operações. O contingente que está a caminho é constituído na maior parte por engenheiros e patrulheiros, encarregados de estabelecer uma "base segura" em Mazar-i-Sharif. Ali, a ONU suspendeu programa de ajuda humanitária, devido a saques. A situação na cidade é caótica, segundo testemunhas ouvidas pela BBC.

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