Tropas americanas desembarcam na Libéria

Cerca de 200 fuzileiros navais dos EUA chegaram à capital da Libéria para dar suporte à força de paz da África Ocidental. Com um aperto de mãos entre o general nigeriano Festus Okonkwo, comandante da força de paz africana, e os líderes rebeldes, os insurgentes concluíram sua recente ofensiva, que levou à deposição do presidente Charles Taylor, matou mais de mil civis, provocou o caos na capital e deixou centenas de milhares de famintos. Caças e helicópteros americanos sobrevoaram várias vezes a capital, provocando gritos de alegria da população: "Obrigado, obrigado, Estados Unidos!" A Libéria foi fundada no século 19 por ex-escravos americanos e os liberianos acreditam que os EUA têm a obrigação moral de ajudá-los. "Nunca imaginei que viveria para ver esse dia, pois o que vivemos foi um inferno", disse Jackie Johnson, cujo irmão foi morto pela explosão de um morteiro. "Há três dias não como nada", acrescentou. Enquanto os rebeldes partiam, helicópteros dos EUA aterrissavam no aeroporto de Monróvia para desembarcar os fuzileiros, que darão apoio aos 770 soldados nigerianos da força de paz e ajudarão na distribuição de ajuda humanitária na capital. O novo presidente liberiano, Moses Blah, reuniu-se hoje em Acra, Gana, com os líderes dos dois principais grupos rebeldes.

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