Tropas australianas ficarão no Timor até 2008, diz Ramos Horta

Segundo presidente, forças da ONU permanecerão no país até 2012, como está estipulado

Efe,

19 de outubro de 2007 | 03h30

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, disse nesta sexta-feira, 19, que as tropas da Austrália ficarão no país até 2008. A declaração foi feita apesar das denúncias do partido de oposição Fretilin, que exige uma retirada. Segundo os oposicionistas, os militares australianos interferem nos assuntos internos do país. Em entrevista coletiva em Díli, Ramos Horta disse que as tropas da Nova Zelândia, enviadas junto com as australianas para conter a onda de violência de meados de 2006, também sairão do país no próximo ano. "Não pediremos aos militares da Austrália e Nova Zelândia que saiam enquanto nossa democracia e estabilidade são tão frágeis. Ainda precisamos de presença internacional, até 2008", disse o presidente. Ramos Horta também disse que as forças da ONU permanecerão no Timor Leste até 2012, como está estipulado. Ele criticou a proposta do Fretilin, que estava no poder quando o governo solicitou a presença militar australiana. "É uma reivindicação que me deixa confuso, porque o pedido de ajuda veio quando o Fretilin dominava o governo e o Parlamento", lembrou. Esta semana o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri exigiu a retirada australiana, após denunciar maus-tratos à população por parte dos soldados. Ele acusou as forças australianas de favorecer o atual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e Ramos Horta.

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