Tropas birmanesas atacam a minoria karen em Mianmar

Exército ataca a União Nacional Karen desde o fim de 2004, quando foram rompidas as negociações de paz

EFE

02 de dezembro de 2007 | 04h32

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) iniciou uma nova ofensiva militar nas áreas do leste do país dominadas, pela guerrilha da etnia karen, indicaram neste domingo fontes do grupo rebelde. Os ataques contra as posições da União Nacional Karen (UNK) acontecem enquanto as Nações Unidas tentam convencer o regime de Mianmar a empreender um diálogo com os grupos rebeldes e a oposição birmanesa representada pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, sob prisão domiciliar desde 2003. O secretário-geral da UNK, Padoh Man Sha, disse à rádio "Mizzima" que os ataques das tropas birmanesas são cada vez mais intensos nos distritos de Myawaddy e Kawkreik, próximos à fronteira com a Tailândia. Participam da ofensiva, que começou no final de novembro, cerca de dois mil efetivos do Exército birmanês, segundo a citada fonte. A UNK, a guerrilha de maior capacidade militar do leste do país, conta com cerca de cinco mil combatentes e representa aproximadamente sete milhões de pessoas pertencentes à tribo karen. Cerca de 140 mil refugiados, a maior parte da tribo karen, vivem em uma dezena de campos com alambrados, situados no lado tailandês da fronteira, e custodiados por soldados. O Exército birmanês lança esporádicas ofensivas militares contra a UNK desde que as duas partes romperam, no fim de 2004, as negociações de paz.

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