Tropas chinesas invadem Urumqi para conter conflitos

Forças de segurança ocupam Urumqi; conflito étnico faz presidente chinês voltar antes da reunião do G-8

AE-AP, Agencia Estado

08 de julho de 2009 | 18h34

Milhares de soldados chineses invadiram a cidade de Urumqi nesta quarta-feira, 8, para separar os grupos étnicos ham e uigur após três dias de violência que já deixaram 156 mortos. O líder local do Partido Comunista, Li Zhi, disse que os responsáveis pelas mortes no Oeste da China serão executados.

 

Longos comboios de carros blindados e caminhões militares, além de policiais, se espalharam pelas ruas de Urumqi, uma cidade de 2,3 milhões de habitantes. Outras forças de segurança carregando rifles automáticos com baionetas formavam cordões de defesa nos bairros muçulmanos.

Helicópteros militares voavam sobre a capital regional de Xinjiang jogando panfletos que pediam às pessoas para que ficassem em suas casas e interrompessem os conflitos. Policiais especiais de outros serviços foram chamados para patrulhar a cidade.

 

A violência obrigou o presidente da China, Hu Jintao, a cancelar sua participação na reunião de cúpula do Grupo dos Oito (G-8, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), que começou hoje em L''Áquila, região central da Itália. Foi uma medida embaraçosa para um líder que quer mostrar a China como uma sociedade harmoniosa que se prepara para celebrar o 60º aniversário do regime comunista.

O fortalecimento da segurança ocorreu em meio aos piores episódios de violência étnica em década em Xinjiang, um extenso território rico em petróleo que faz fronteira com o Paquistão, Afeganistão e outros países da Ásia Central. A região abriga a minoria étnica uigur, que no domingo atacou os chineses da etnia han, o maior grupo étnico do país, após um protesto que foi encerrado pela polícia.

 

Dados oficiais indicam que 156 pessoas foram mortas enquanto os iugures, que falam turco, correram pela cidade batendo e esfaqueando chineses da etnia Han. Os iugures afirmam que forças de segurança atiraram contra muitos manifestantes durante os protestos. Funcionários do governo dizem que ainda precisam fazer um balanço étnico dos mortos.

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