Tropas continuarão na Costa do Marfim, diz Sarkozy

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a França manterá suas tropas na Costa do Marfim "para garantir a proteção de nossos cidadãos" e não para garantir a estabilidade do novo governo. O comentário foi feito durante discurso para expatriados franceses na base militar da França no subúrbio de Abidjan, após participar da cerimônia de posse do novo presidente da Costa do Marfim, Alassane Quattara.

AE, Agência Estado

21 de maio de 2011 | 14h59

"Sempre manteremos nossas forças militares aqui para garantir a proteção de nossos cidadãos", afirmou Sarkozy. "Aqui temos milhares de nossos compatriotas, a segurança deles deve ser garantida, então haverá soldados para fazê-lo, com o consentimento das autoridades da Costa do Marfim", acrescentou.

Mas ele disse querer "as coisas claras: o exército francês não está aqui para garantir a estabilidade de qualquer governo, mesmo de um amigo. São os marfinenses que devem escolher".

O contingente francês com 1.100 soldados foi enviado a ex-colônia francesa para manter a paz junto com as forças das Nações Unidas, quando a Costa do Marfim foi dividida, após um fracassado golpe contra Laurent Gbagbo, antecessor de Quattara, em 2002.

O exército francês apoiou Quattara no embate, mês passado, para tirar Gbagbo do poder, que se recusou a aceitar sua derrota nas eleições presidenciais de novembro. "Não é trabalho do exército francês dar apoio ou intervir nas questões dos estados africanos", disse Sarkozy. "Esta é uma nova era". As informações são da Dow Jones.

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