Tropas da África Ocidental devem ajudar exército do Mali

As nações da África Ocidental prepararam tropas neste sábado para um envio de emergência para ajudar o exército do Mali a combater os rebeldes islâmicos que ocuparam o norte do país e procuram avançar mais para o sul. O ministro da Integração Africana da Costa do Marfim, Ally Coulibaly, afirmou que a missão está sendo rapidamente preparada e as primeiras tropas poderão chegar ainda neste domingo, com o objetivo de reconquistar o norte do Mali.

CLARISSA MANGUEIRA, Agência Estado

12 de janeiro de 2013 | 18h25

Vários países prometeram enviar centenas de soldados para ajudar no combate, após a força área francesa ter ajudado o exército do Mali a conter os rebeldes que tinham tomado uma importante cidade, considerada um dos últimos baluartes contra um avanço maior islamita.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou um força africana de 3.300 soldados para ajudar o Mali a lutar contra os rebeldes, mas a tropa não deveria ser enviada antes de setembro. No entanto, com rápida evolução da situação no Mali, a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas) anunciou nesta sexta-feira que tinha autorizado o envio imediato de tropas aprovadas pelo conselho da ONU. Um número incerto de forças militares da África Ocidental já está no Mali.

O Exército do Mali disse que a Nigéria e o Senegal também ajudaram a ofensiva contra os rebeldes na sexta-feira, além do exército francês. A Nigéria confirmou que havia enviado uma equipe técnica da força aérea e o comandante da força africana que deverá ser instalada.

Burkina Faso e Níger, ambos vizinhos de Mali, prometeram neste sábado enviar 500 soldados, cada um. A Nigéria, que tem o maior exército na região, planeja enviar tropas com a força africana, mas um porta-voz da defesa não pode dizer o prazo ou o número de soldados.

O Senegal enviará 500 soldados ao Mali nos próximos dias, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mankeur Ndiaye. "Nossas tropas ainda não estão a caminho", disse ao canal de televisão France 24, em uma entrevista por telefone, acrescentando que os soldados estariam no Mali em "questão de dias". As informações são da Dow Jones.

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