Tropas da Nigéria matam 25 combatentes islâmicos

Após militantes islâmicos tentarem atacar uma estação de polícia, tropas nigerianas entraram em conflito com o grupo, deixando pelo menos 25 mortos, segundo informações do porta-voz do Exército nesta quarta-feira, 18. Ao mesmo tempo, alguns membros de partidos ouviram líderes da oposição alegando que houve fraude nas eleições estaduais e parlamentares que ocorreram no fim de semana. No entanto, o governo negou as acusações e disse que a votação não será adiada.Esta eleição será a primeira transferência de poder de um civil a outro na história da Nigéria desde sua independência em 1960, qudno militares assumiram o governo.O porta-voz do exército nigeriano, Ayo Olaniyan, disse que se auto proclamaram membros do Taleban entraram no país por meio da vizinhaça de Chad. "Pelo menos 25 deles foram mortos", afirmou.OposiçãoOs principais partidos da oposição na Nigéria pediram que o adiamento das eleições presidenciais marcadas para o próximo sábado e ameaçaram boicotar a votação, que já foi negado pelo governo.A Coalizão de Partidos da Oposição (CTO), que representa 27 formações, se reuniu ontem para decidir uma estratégia comum por causa dos resultados das eleições regionais de sábado, que consideraram fraudulentos.Em comunicado, a CTO pediu a renúncia imediata do presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI), devido a supostas irregularidades nas eleições.A CTO, que ameaçou boicotar as eleições presidenciais se os seus pedidos não forem atendidos, voltará a se reunir hoje.A organização humanitária Human Rights Watch (HRW) acusou o governo nigeriano de "intrometer-se de forma partidária no processo eleitoral" nas eleições regionais de sábado passado e destacou o risco de que a violência política possa arruinar as eleições.Segundo a entidade, em áreas do estado de Rivers "observadores locais e jornalistas viram com seus próprios olhos como as urnas eram recheadas com votos a favor do partido governante na presença de todos."

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