Tropas da ONU entram em combate na Costa do Marfim

Forças de paz da ONU repeliram um grupo armado que sitiava um complexo militar na Costa do Marfim, e em seguida retiraram todo o pessoal da área, enquanto a situação se deteriora no país, afligido por uma guerra civil. O presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, um importante mediador na região, partiu para a Costa do Marfim para manter conversações de emergência com o presidente Laurent Gbagbo, acusado pelos rebeldes marfinenses de orquestrar três dias de violência, a fim de solapar o governo de transição.Em Paris, o chefe de Estado-Maior do governo francês, general Henri Bentegeat, pediu que a ONU imponha sanções à Costa do Marfim. A França tem tropas de paz na nação africana. Segundo o general, nenhum dos lados parece interessado em pôr fim ao conflito, que já dura três anos.Tropas bengalesas na cidade de Guiglo tiveram de trocar tiros com agressores que tentavam entrar em seu complexo, antes que pudessem retirar todos os funcionários da ONU da cidade, disse o observador militar capitão Gilles Combarieu. "Eles tiveram de se defender", declarou. Um médico do maior hospital da cidade disse que dois corpos com ferimentos de bala deram entrada no necrotério, e havia notícia de mais três cadáveres nas ruas.A Costa do Marfim, que já foi considerada o país mais rico da África Ocidental, foi dividida em duas regiões em setembro de 2002 ? a norte, controlada pelos rebeldes, e a sul, controlada pelo Exército do país. Os dois lados chegaram a fechar um acordo para a realização de eleições, mas houve uma escalada dos confrontos recentemente e líderes locais dizem que o país está à beira de uma guerra civil.

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