Tropas da Síria matam 22 durante repressão em Hama

Tropas da Síria mataram pelo menos 22 pessoas ontem na repressão lançada contra a cidade de Hama, no centro do país, informou o grupo Organização Nacional pelos Direitos Humanos. Um membro do grupo, Ammar Qurabi, afirmou que mais de 80 pessoas se feriram, algumas delas gravemente. "Os feridos são tratados em dois hospitais em Hama", acrescentou Qurabi em comunicado.

AE, Agência Estado

06 de julho de 2011 | 09h39

Na manhã de hoje, um morador de Hama disse que as tropas estão ampliando sua presença na cidade. Os moradores estão em greve geral desde sexta-feira e a maioria das lojas está fechada, exceto farmácias, padarias e algumas mercearias. O ativista Mustafa Osso diz que há mais tropas no entorno de Hama. Na província de Idlib, no noroeste, tropas estavam detendo pessoas que tentavam fugir para a Turquia, relatou Osso.

A Anistia Internacional afirmou hoje que as forças de segurança sírias podem ter cometido crimes de guerra em Talkalakh, durante um violento cerco à cidade em maio. O grupo sediado em Londres pediu que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) envie o caso da Síria ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Alguns ativistas dizem que podem ter morrido até 36 pessoas no cerco em Talkalakh em maio. Pessoas foram executadas e corpos foram deixados nas ruas, decompondo-se. Talkalakh fica perto da fronteira com o Líbano. A Anistia Internacional cita testemunhas segundo as quais soldados dispararam em famílias que fugiam e em ambulâncias que levavam feridos. Pelo menos nove pessoas morreram enquanto estavam sob custódia das autoridades, disseram as testemunhas. Ativistas afirmam que mais de 1,4 mil pessoas foram mortas desde março pela repressão oficial aos protestos contra o regime. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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