Tropas das Filipinas prendem 62 no 1º dia de lei marcial

Tropas das Filipinas prenderam 62 pessoas e descobriram mais um esconderijo de armas hoje depois que a lei marcial foi imposta na região sul do país em função do pior massacre político já registrado no país. Milhares de soldados, tanques e aviões de guerra tomaram o controle da província de Maguindanao, governada pelo clã Ampatuan, acusado de matar 57 pessoas, em 23 de novembro, todos do clã político rival.

AE-AP, Agencia Estado

06 de dezembro de 2009 | 10h27

Na sexta-feira, a presidente Gloria Macapagal Arroyo impôs a lei marcial em Maguindanao. A última vez que as Filipinas viram a lei marcial foi há 30 anos, imposta pelo então ditador Ferdinand Marcos. A decisão foi anunciada em rede nacional neste sábado.

O governo disse que teme que os Ampatuans, que governam sem oposição com uma mão de ferro a região de Maguindanao, predominantemente muçulmana, estejam fomentando revoltas em resposta ao fato de estarem sendo afastados do poder desde o massacre. Entre os presos até o momento, estão o patriarca do clã, pelo menos outros seis membros da família e muitos de seus seguidores, de acordo com informação do chefe nacional de polícia, Jesus Verzosa.

Em um sítio que se acredita de propriedade dos Ampatuans foram encontrados hoje 39 armas de alto calibre e caixas de munição, próximo da capital de Shariff Aguak, capital da província.

Soldados e a polícia estão perseguindo cerca de 4.000 seguidores dos Ampatuans que estariam se concentrando em pelo menos oito cidades de Maguindanao. Forças de segurança fecharam os pontos de saída da região e armaram pontos de checagem, de acordo com o diretor da polícia, Andres Caro.

Temendo a violência, moradores da região estão fugindo da província de Maguindanao, cerca de 880 quilômetros ao sul de Manila. As informações são da AP.

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