Tropas de combate australianas deixam o Afeganistão

As tropas de combate australianas concluíram sua retirada do Afeganistão, declarou nesta segunda-feira o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, encerrando a mais longa participação em guerra do país, que perdeu 40 militares no período de 12 anos.

Agência Estado

16 de dezembro de 2013 | 10h37

Em outubro, Abbott anunciou que mais de 1.000 militares seriam retirados da província de Uruzgan, no sul, antes do final do ano. O anúncio foi feito durante uma visita surpresa à base de Tarin Kot, que também foi fechada. A retirada foi concluída no domingo e a maior parte dos soldados deve estar em casa para o Natal.

"Esta guerra está acabando, não com vitória nem com derrota, mas com expectativa de que o Afeganistão é um lugar melhor e Uruzgan, em particular, um lugar melhor para nossa presença", declarou Abbott.

Camberra enviou tropas para o Afeganistão após os ataques de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos, mas militares australianos estão em Uruzgan desde o final de 2005.

"Sabemos que pagamos um alto preço - 40 mortos de 261 feridos com gravidade - mas o sacrifício não foi em vão", afirmou o premiê, referindo-se à missão, que durou 12 anos. "Uruzgan é hoje significativamente diferente e um lugar melhor do que era uma década atrás."

Cerca de 400 australianos vão permanecer no Afeganistão para treinar militares afegãos, principalmente em Cabul e Kandahar, mas a maior parte dos 1.550 australianos que serviram na região já saiu do país.

Mais de 25 mil australianos serviram no Afeganistão desde 2001, quando a Austrália se uniu aos Estados Unidos para lutar contra o Taleban e a Al-Qaeda. Fonte: Dow Jones Newswires.

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