Tropas de Israel aceleram avanço sobre o sul do Líbano

As Forças de Defesa Israelense agora também lutam contra o tempo na tentativa de atingir, nos próximos dias, os objetivos fixados pelo governo de assumir o controle das áreas do sul do Líbano. A região é utilizada pelo Hezbollah para disparar foguetes e mísseis contra o norte de Israel. Ataques aéreos realizados neste sábado contra vilarejos no sul e leste do país já deixaram um saldo de pelo menos 19 mortos. Estradas, pontes e centrais elétricas também foram destruídas.Fontes governamentais não identificadas, citadas pela rádio pública israelense, disseram neste sábado que "o tempo é curto, mas ainda assim as tropas deverão tomar o controle" da região. O prazo para as operações teve de ser reduzido diante da aprovação no Conselho de Segurança da ONU da resolução para o cessar-fogo, embora sem data para sua entrada em vigor, pois o texto ainda precisa ser aceito pelos governos de Israel e Líbano. O coronel israelense Alon Fridman, chefe de operações do Comando do Norte, que coordena o avanço de milhares de soldados, disse que o Exército manterá sua missão "até o Poder Executivo adotar outra decisão". Fontes não oficiais informaram que na manhã deste sábado (horário local) tropas israelenseschegaram à localidade libanesa de Anduria, cerca de 11 quilômetros ao norte da fronteira. Uma porta-voz militar israelense informou a morte nosúltimos combates de mais de 10 milicianos do Hezbollah. Um reservista israelense também morreu. Mais cinco soldados israelenses foramferidos, um deles em estado grave. Seguindo a ordem do governo de acelerar a ofensiva, unidades militares israelenses já controlam terrenos próximos à margem do Rio Litani, segundo fontes militares citadas pela rádio pública. Segundo a resolução 1701 do Conselho de Segurança, o território libanês entre o Litani e a fronteira internacional com Israel, de onde os guerrilheiros já dispararam mais de 3 mil foguetes eMísseis, terá de ficar sob controle do Exército libanês e da missão da ONU. O plano militar, segundo Fridman, consiste em destruir a infra-estrutura de combate do Hezbollah. Texto atualizado às 9h45

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