Assaf Golan/Arquivo/AP
Assaf Golan/Arquivo/AP

Tropas de Israel entram no Egito para pegar imigrantes

Oficial militar sênior do Egito negou que soldados israelenses tenham entrado no país

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2012 | 15h22

CAIRO - Israel está enviando soldados para o deserto do Sinai, território do Egito, para impedir que imigrantes alcancem a fronteira entre os dois países, acusaram grupos de direitos humanos em um relatório divulgado nesta sexta-feira, 10. Em seguida os detidos são entregues para forças egípcias, diz a denúncia.

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O relatório, elaborado pela Anistia Internacional e vários outros grupos israelenses, incluindo a Associação para os Direitos Civis em Israel, diz que soldados entraram centenas de metros no território do Egito para pegar imigrantes e entregá-los para a polícia egípcia.

As organizações pedem que Israel pare com a prática. O país está cada vez mais preocupado com o número de imigrantes africanos que entram ilegalmente através da fronteira. A maioria vem do Sudão, Sudão do Sul e Eritreia. Cerca de 60 mil imigrantes vivem em Israel, o que leva alguns israelenses a temerem que a chegada dos estrangeiros possa prejudicar o caráter judaico de seu Estado.

Um oficial militar sênior do Egito no Sinai negou que soldados israelenses tenham entrado no país. A fonte falou em anonimato pois não tinha autorização para falar com a imprensa. O estudo citou um soldado israelense e diversos imigrantes cujos parentes foram detidos por soldados de Israel em território egípcio.

Questionado sobre o relatório, o Exército de Israel não confirmou nem negou as alegações. Disse apenas que as forças israelenses estão trabalhando para "prevenir a infiltração de elementos terroristas hostis, bem como contrabandistas". De acordo com o escritório do porta-voz do Exército, as tropas pararam grupos diversas vezes e os deteve "até a chegada das forças egípcias, que levaram os infiltradores", mas não comentou onde isso acontece.

O relatório chega em meio ao crescimento da tensão na Península do Sinai, onde militantes islâmicos mataram 16 soldados egípcios no último domingo, roubaram veículos blindados e entraram em Israel (aparentemente para realizar outros ataques), onde foram impedidos por forças do país.

Com AP

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