Tropas do exército e da ONU fogem de rebeldes no Congo

Na segunda, civis atacaram membros da organização em protesto contra a ineficiência contra os rebeldes

Redação com AP

28 de outubro de 2008 | 08h31

 Tropas do exército congolês e da ONU bateram em retirada da cidade de Goma, no leste do país, diante do avanço de rebeldes no leste do país, nesta terça-feira, 28. Refugiados do confronto étnico entre rebeldes tutsis comandados pelo general renegado Laurent Nkunda também saíram da cidade. As Nações Unidas orientaram seus funcionários na região a ficarem em casa, um dia depois que uma multidão atacou membros da organização em protesto contra a ineficiência dos capacetes-azuis diante dos rebeldes.Segundo oficiais da ONU, o protesto começou na made ontem, quando nove ativistas congoleses organizaram uma grande multidão para marchar até a base da organização em Goma. A manifestação logo se transformou em um episódio de violência, com ataques com pedras contra o prédio e veículos. Existem informações distorcidas sobre mortes. Alguns oficiais congoleses afirmam que soldados da ONU mataram dois manifestantes; um porta-voz da ONU não foi encontrado para confirmar a informação. Segundo o jornal The New York Times, os rebeldes controlam agora as maiores cidades do país, uma base do Exército no leste do país e o quartel-general de um parque onde estão alguns dos últimos gorilas das montanhas do mundo.A ONU afirmou nesta segunda que usou helicópteros para conter a ação rebelde no leste do país. Segundo Sylvie van den Wildenberg, os soldados abriram fogo contra os rebeldes em Kibumba.Oficiais da ONU usaram helicópteros para reprimir os rebeldes em dezembro, matando centenas sob o mandato de proteger a população do país. Ainda nesta segunda, foi confirmada a informação de que um comandante das forças de paz teria renunciado. Entenda Karel Prinsloo/APA ofensiva rebelde é indício do sentimento contrário aos tutsis despertado pelo sucesso dos rebeldes ligados a Nkunda. Eles afirmam lutar para proteger a minoria tutsi de uma milícia ruandesa hutu que escapou para o Congo após ajudar a perpetrar o genocídio de Ruanda, em 1994. Meio milhão de tutsis foram assassinados nessa investida.Em janeiro deste ano, governo e rebeldes assinaram um tratado de paz, mas os guerrilheiros se rearmaram e retomaram os combates no meio deste ano. Desde então, o presidente Joseph Kabila se recusa a manter novas conversações com Nkunda, por considerá-lo um "terrorista". Nkunda, por sua vez, recusa-se a desarmar suas tropas por afirmar que rebeldes hutus, de Ruanda, operam na região e ameaçam a comunidade tutsi. Acredita-se que Nkunda possui 5.500 homens sob o seu comando.

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