Tropas dos EUA chegam ao palácio presidencial do Haiti

Tropas norte-americanas desceram de helicóptero e tomaram controle do que sobrou do palácio presidencial do Haiti. Aproximadamente 50 paraquedistas chegaram hoje ao local em pelo menos quatro helicópteros para garantir a segurança da residência do Executivo do país caribenho. Antes um elegante edifício branco no centro da cidade, agora o palácio está bastante danificado pelo terremoto ocorrido na terça-feira da semana passada. Além disso, o que sobrou da construção está cercado por um grande campo de refugiados.

AE, Agencia Estado

19 de janeiro de 2010 | 13h39

A chegada dos paraquedistas foi a mais arrojada até o momento na missão militar dos Estados Unidos para ajudar Porto Príncipe, capital do país. Porém, algumas pessoas que acompanhavam a operação reclamaram dela, vendo essa tomada do palácio como uma afronta à soberania haitiana.

"Eu já vi os americanos nas ruas dando água e comida, mas agora eles vieram para o palácio", reclamou Wilson Guillaume, que como outros haitianos está vivendo em situação precária na Praça Champ de Mars. "É uma ocupação. O palácio é nosso poder, nossa face, nosso orgulho", disse outro haitiano, Feodor Desanges.

Dezenas de milhares de pessoas morreram em decorrência do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro. A estimativa das autoridades é de que 250 mil pessoas estejam feridas e 1,5 milhão, desabrigadas.

China

A China negou hoje as acusações de que sua equipe de resgate no Haiti esteja apenas procurando por cidadãos chineses desaparecidos após o terremoto. "No que diz respeito aos comentários de que os integrantes da equipe de resgate chinesa buscam apenas chineses, afirmo que eles são falsos e são realizados por motivos escusos", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ma Zhaoxu.

"A equipe de resgate chinesa deixou a China logo depois do terremoto. Eles não encontraram apenas corpos de capacetes azuis chineses, eles também encontraram corpos de funcionários da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti e de outras pessoas." Segundo ele, o grupo de 60 funcionários da saúde chineses já tratou de mais de 200 haitianos e o país asiático enviou por avião suprimentos para resgate e auxílio.

"Essas ações não são egoístas e não aceitam acusações. Os que fazem as acusações deveriam ser acusados", afirmou Ma, ao falar sobre os relatos da mídia a respeito da contribuição chinesa às operações humanitárias no Haiti. "Nossa equipe de resgate e capacetes azuis têm dado grande contribuição para os esforços de auxílio. Conquistamos a estima de pessoas relevantes, dentre elas o secretário-geral da ONU."

Ma disse que a China vai estudar o pedido da ONU aos países para ajudar a fornecer uma força extra de 3.500 soldados para ajudar a manter a ordem no Haiti, mas não assumiu um compromisso firme.

Os corpos de oito capacetes azuis chineses mortos no terremoto chegaram hoje ao país e receberam honras de Estado, dentre elas uma procissão pela avenida da Paz Divina, a principal via da capital chinesa após a Praça da Paz Celestial. "Eles sacrificaram suas vidas pela manutenção da paz. Eu gostaria de expressar minhas profundas condolências", disse Ma. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
HaititerremotoEUAChinapalácio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.