Tropas dos EUA na Colômbia não vão lutar, diz Fleischer

O governo americano disse que o pessoal militar adicional que, segundo anúncio feito na semana passada, seria enviado para a Colômbia não entrará em combate e, sim, apenas dará "assistência" ao governo colombiano na campanha contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Estamos ali para proporcionar assistência aos esforços contra os narcóticos e o terrorismo", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.Fleischer se absteve novamente de confirmar se o número de militares a serem enviados seria de 150 - versão surgida logo após o anúncio de mobilização, formulado no sábado pelo Pentágono. O anúncio do envio de novo contingente ocorre dias depois da derrubada de um pequeno avião americano, a bordo do qual viajavam quatro americanos e um piloto colombiano, em missão de inteligência na parte sul da Colômbia, onde operam as Farc. Um dos americanos e o colombiano foram mortos no local do que foi noticiado oficialmente como acidente - enquanto as Farc, em um comunicado divulgado no sábado, assumiram a responsabilidade pela derrubada do aparelho. Os outros três americanos foram, aparentemente, seqüestrados pelos rebeldes.Fleischer disse que o propósito de enviar tropas à Colômbia era ajudar o governo do presidente Alvaro Uribe a travar sua luta contra as Farc, uma guerrilha que causou "enormes danos ao povo colombiano", razão pela qual "nos comprazemos de estar ombro a ombro com o povo da Colômbia neste campo". Interrogado sobre se isto significava a entrada de soldados americanos em ações armadas contra as Farc, Fleischer respondeu: "Eu não disse isto". Indicou que a mobilização tem autorização do Congresso americano.Outras fontes disseram que, com os 150 homens de reforço, os EUA ultrapassam o limite de 400 militares na Colômbia, aprovado pelo Congresso em 2001 como parte do apoio que prestava então a Bogotá, através do Plano Colômbia. Mas o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Reeker, disse que este teto não havia sido ultrapassado e que "as versões de que enviamos os 150 soldados adicionais para apoiar as operações de busca e resgate são errôneas". Reeker disse que, segundo as leis americanas, qualquer pessoal enviado como parte de uma operação de busca e resgate não passa a formar parte do teto máximo. Por sua vez, o porta-voz do Comando Sul do Exército americano, Art Merkel, confirmou nesta segunda-feira que o presidente George W. Bush autorizou o envio de até 150 soldados. Nenhum soldado do novo contingente seguiu ainda para a Colômbia e não se sabe quando irão, disse Merkel. "As autoridades estão analisando a situação para ver quantos são necessários", acrescentou.

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