Tropas entram em confronto com islamitas no Mali

Novos confrontos tiveram início durante a noite entre o Exército do Mali, que tem o apoio de tropas francesas, e insurgente islamitas que cercam a cidade de Konna, informaram fontes militares nesta quinta-feira.

AE, Agência Estado

17 de janeiro de 2013 | 10h38

Na tarde de quarta-feira teve início um combate nas proximidades da cidade, cuja captura por rebeldes islamitas fez com que a França interviesse, numa tentativa de expulsar os insurgentes que controlam o norte do Mali desde abril de 2012.

"Houve um segundo confronto com islamitas a cerca de 20 quilômetros de Konna", revelou o capitão Saliou Coulibaly à agência France Presse (AFP). "Seis islamitas foram mortos e conseguimos apreender oito veículos e destruir outros."

Um militante islamita disse à AFP, em condição de anonimato, que a batalha pelo controle da região de Konna "não terminou".

Rebeldes, que controlam o norte do país desde abril, avançaram na semana para o sul, em direção ao território controlado pelo governo e tomaram Konna, que fica a 700 quilômetros da capital Bamako.

Embora o Exército malês tenha divulgado anteriormente que havia retomado o controle de Konna, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, disse na quarta-feira que a região ainda está nas mãos dos islamitas. A área não é acessível a observadores independentes.

Uma fonte da segurança malesa disse que a cidade de Diabaly, onde ocorreram confrontos entre tropas francesas e islamitas na quarta-feira, continua sob o controle dos extremistas.

Um funcionário da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, pela sigla em inglês), disse que tropas da Níger devem chegar ao Mali . Aboudou Toure Cheaka, representante especial do bloco regional, disse que as tropas nigerinas chegarão nesta quinta-feira à fronteira entre o Mali e o Níger.

Focas de Burkina Faso e do Togo também devem iniciar sua participação nos confrontos neste final de semana ou no início da semana que vem.

A França enviou 800 soldados para o Mali e espera elevar este número para 2.500, que incluirão membros da Legião Estrangeira Francesa. O governo francês enviou helicópteros, jatos, aviões de vigilância e de reabastecimento na luta contra os islamitas. As informações são da Dow Jones.

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