Tropas ficam até que Iraque vire democracia, dizem EUA

O administrador americano do Iraque, Paul Bremer, estabeleceu nesta terça-feira uma relação direta entre a permanência de forças dos EUA e o processo político interno iraquiano. Ele afirmou que as tropas ficarão no país até que os iraquianos tenham uma nova constituição e estabeleçam um governo democrático. Soldados americanos da 3ª Divisão de Infantaria, que lutaram a guerra e vêm mantendo uma paz tensa no país, queixaram-se quando foram informados de que não voltariam para casa tão cedo. Bremer, por sua vez, disse que o processo de reconstrução da política iraquiana já está em andamento, e que a missão da coalizão que ocupa o país estará completa quando um governo do Iraque tiver sido escolhido em um pleito ?livre, justo e democrático?. ?Não queremos ficar nem um dia além do necessário?, disse. ?O tempo de permanência da coalizão está nas nãos do povo iraquiano?. O Exército dos EUA anunciou hoje que a 3ª de Infantaria ficaria no Iraque indefinidamente, o que irritou os soldados - este foi, pelo menos, o segundo adiamento na volta para casa. Um soldado se disse cansado de ?ir para a cama preocupado se vou acordar de manhã?. Um porta-voz militar informou que as forças americanas sofrem, em média, 12 ataques a cada dia. Um total de 32 soldados já morreram desde o fim das hostilidades, proclamado pelo presidente George W. Bush em 1º de maio.

Agencia Estado,

15 Julho 2003 | 15h14

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