Tropas iraquianas detêm líderes de esquadrões da morte em Bagdá

As tropas iraquianas detiveram dois supostos líderes de esquadrões da morte, acusados de torturar e assassinar pessoas de acordo com sua confissão religiosa, informounesta segunda-feira o comando americano.As detenções aconteceram no domingo, em uma casa no sul de Bagdá, em três operações simultâneas que tiveram o apoio das forças da coalizão liderada pelos EUA, afirmou um comunicado.Segundo a nota, "os dois líderes confessaram que controlavam as atividades de esquadrões da morte nos bairros de Al-Daura, Al Siha e Abu Deshir, e que seqüestraram, torturaram e assassinaram civis iraquianos".As três operações foram feitas dentro do plano de segurança"Juntos para Frente", iniciado em julho passado pelas forças de segurança e pela coalizão em Bagdá, em uma tentativa por acabar com os atentados, confrontos armados e assassinatos.A detenção dos dois chefes de esquadrões da morte ocorre três dias depois de o comando americano anunciar que, desde o início do plano de segurança, 95 supostos membros desses grupos morreram em confrontos com soldados americanos e iraquianos.A atividade desses grupos armados acontece em meio à violência sectária que castiga o Iraque desde fevereiro passado, quando um grupo de desconhecidos destruiu a cúpula de um importante santuário xiita ao norte de Bagdá.Desde então, foram encontrados no Iraque - especialmente nacapital - milhares de cadáveres de pessoas com marcas de tiros e sinais de tortura.Tropas americanas também anunciaram a descoberta de um arsenal na sexta-feira passada em uma das sedes da milícia xiita iraquiana "Exército Mehdi", em um bairro do nordeste de Bagdá.Entre as armas confiscadas estão bombas e foguetes, além dematerial usado na fabricação de cargas explosivas, afirma umComunicado. "O Exército Mehdi", liderado pelo clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, é acusado por partidos e organizações árabes sunitas de formar esquadrões da morte para assassinar personalidades sunitas.

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