Tropas israelenses deixam Qalqilya

Apesar de um atirador palestino ter realizado um ataque em Jerusalém, que deixou dois israelenses mortos e mais de 40 feridos, o Exército de Israel começou nesta segunda-feira a retirar tropas e tanques da cidade de Qalqilya, na Cisjordânia. Qalqilya é uma das seis cidades invadidas pelo Exército israelense após um militante da Frente Para a Libertação da Palestina (FPLP) ter assassinado o ministro do turismo de Israel, Rehavam Zeevi, em 17 de outubro. Na semana passada, Israel deixou Belém, a cidade mais importante entre as seis ocupadas, pois ela é tradicionalmente reconhecida como o local onde Jesus nasceu. Tropas também foram retiradas de Beit Jalla, que fica perto de Belém. Israel ainda mantém tropas nas cidades de Tulkarem, Jenin e Ramallah. Esta última é usada pelo presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, como sede do governo autônomo. O ministro do Exterior de Israel, Shimon Peres, disse no domingo que o Exército vai deixar as cidades ocupadas à medida que forem negociados acordos de segurança para impedir que militantes palestinos conduzam novos ataques. De acordo com Peres, acordos já foram negociados nas cidades de Belém, Beit Jalla, Qalqilya, que foram devolvidas aos palestinos, e nas cidades de Jericó e Hebron, que não foram invadidas por militares israelenses nas últimas semanas. Ainda assim, o Exército de Israel mantém um forte controle sobre a Cisjordânia e mantém bloqueios em estradas para confinar os palestinos em suas cidades e vilarejos. Os israelenses alegam que as restrições são necessárias para impedir que novos ataques sejam realizados por militantes. Mas para os palestinos, as restrições são uma forma de Israel punir toda a população local e de devastar a economia. O governo dos Estados Unidos tem pedido repetidamente para Israel abandonar as cidades ocupadas. Com a tensão no Oriente Médio, os EUA acreditam que será mais difícil conseguir aliados entre os países árabes na luta contra o terrorismo no Afeganistão. Leia o especial

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