Tropas mexicanas entram em Tijuana contra narcotráfico

Militares e policiais entraram nesta quarta-feira na cidade de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos, em uma nova frente contra o narcotráfico lançada pelo presidente do México, Felipe Calderón. Dois helicópteros sobrevoavam a cidade, sede do cartel da família Arellano Félix, enquanto dezenas de militares com armas automáticas começaram a patrulhar o centro e entraram no quartel da polícia municipal para fazer um registro de armas. Calderón disse nesta quarta-feira que as operações na cidade de Tijuana e no Estado de Michoacán para combater o narcotráfico não renderão frutos rápidos e custarão muitas vidas. A operação foi ampliada na última terça-feira para Tijuana, no Estado de Baja California e cidade que faz fronteira com os Estados Unidos. "Estamos decididos a recuperar a segurança, não só de Michoacán ou Baja California, mas de toda a região do México que está ameaçada pelo crime organizado", disse Calderón. A onda de violência relacionada ao narcotráfico no México, produtor de maconha, heroína e drogas sintéticas, além de ser rota de trânsito da cocaína sul-americana até os Estados Unidos, custou nove mil vidas nos últimos seis anos. Inicialmente, em dezembro, a operação antidrogas foi realizada apenas em Michoacán, um dos Estados mais castigados pela violência e onde mais de 500 pessoas foram assassinadas em 2006. Mas a operação foi ampliada na terça-feira para Tijuana, onde no ano passado houve 353 homicídios e 165 seqüestros. Cerca de 500 militares e policiais entraram em Tijuana na quarta-feira. São os primeiros de um contingente de quase 3.300 que o governo anunciou na quarta-feira que enviaria para a cidade. Além de patrulhar ruas, instalar postos de controle e cumprir ordens de detenção de suspeitos, eles vão inspecionar navios nacionais e internacionais em águas da península de Baja California.

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