Tropas no Iraque fazem importante progresso, diz Bush

Em um dia de intensa violência no Iraque, o presidente George W. Bush adotou um tom comedido para afirmar nesta terça-feira, 6, que "há alguns sinais encorajadores" sobre o plano de segurança atualmente em andamento em Bagdá. Ainda assim, ele avisou que os inimigos dos Estados Unidos continuarão a retaliar com ataques mortais.Falando após três semanas de intensivos esforços na aplicação da nova estratégia de segurança, Bush destacou que ainda "é muito cedo para avaliar o sucesso da operação (...) Mas mesmo nessa hora temos sinais encorajadores".Encurralado pela oposição do Partido Democrata ao seu plano de ampliar o contingente de tropas americanas no Iraque, Bush afirmou que o comando militar deveria ser livre para realizar sua missão "sem a interferência de políticos em Washington"."Certos membros do Congresso parecem acreditar que podemos ter tudo: encontrar os membros da Al-Qaeda, conseguir a reconciliação nacional, iniciar uma campanha diplomática agressiva e deter as ambições iranianas no Iraque - tudo paralelamente a uma retirada de Bagdá e a diminuição do número de soldados", ironizou o presidente."Na teoria, tudo pode parecer correto, mas apelar para isso agora faria com que tudo o que conquistamos seja derrubado por terra. Não há atalhos no Iraque."Bush fez as afirmações em um pronunciamento ante a Legião Americana, um grupo de ex-membros dos serviços armados americanos. Migração da violênciaMas, embora a violência tenha diminuído em Bagdá, forças insurgentes e terroristas ampliaram sua atuação em outros pontos do país. Pelo menos 135 muçulmanos xiitas morreram nesta terça-feira em decorrência de atentados perpetrados por terroristas sunitas. Só na cidade de Hilla, um duplo atentado a bomba deixou ao menos 93 mortos e 160 feridos.O ataque foi o mais mortal de uma série de explosões e tiroteios ocorridos nesta terça-feira, contra peregrinos xiitas que rumavam para a cidade sagrada de Kerbala, onde nos próximos dias serão comemorados eventos religiosos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.