Tropas russas tomam o porão da escola; nova explosão

O centro de operações que coordena a crise na escola russa tomada por terroristas na quarta-feira informa que os combates no porão de um anexo do prédio escolar terminaram. Seqüestradores refugiados no porão ainda mantinham reféns e resistiam à invasão da escola por tropas russas. No entanto, dois dos criminosos ainda porem estar soltos, segundo o centro. Um especialista em explosivos da polícia russa disse que a explosão de bombas penduradas pelos terroristas nas tabelas da quadra de basquete do ginásio da escola foi o que levou à decisão das autoridades de invadir o prédio.Pouco depois das 20h00 (hora local, 13h00 no horário de Brasília) uma forte explosão foi ouvida na área da escola, e uma autoridade disse que um soldado das forças de elite havia morrido ao salvar duas meninas, segundo a agência ITAR-Tass. Vinte dos seqüestradores foram mortos em combate com forças de segurança. Dez deles eram árabes, disse Valery Andreyev, chefe regional do Serviço Federal de Segurança. O conselheiro do presidente Vladimir Putin na Chechênia, Aslanbek Aslakhanov, também informa que parte dos terroristas mortos era composta de mercenários árabes. A presença árabe reforça o argumento de Putin, de que a luta contra o separatismo na Chechênia, república russa de maioria muçulmana, é parte da guerra global contra o terrorismo.O presidente regional Alexander Dzasokhov disse que os seqüestradores exigiram que as tropas russas deixem a Chechênia.Os quase três dias de ocupação da escola e a invasão militar que pôs fim ao seqüestro deixaram mais de 600 feridos ? sendo mais de 300, crianças ? e um número de mortos que, segundo autoridades, poderá se revelar ?substancialmente superior? a 150. Estima-se que houvesse 1.200 reféns em poder dos seqüestradores.Leia mais?Dez seqüestradores morreram, dizem autoridades russas?Eles tinham olhar de pessoas loucas?, diz refém Cinegrafista diz ter visto cem corpos em escolaSeqüestradores ainda trocam tiros com soldados russosPelo menos 200 pessoas estão internadas em BeslanPelo menos 30 pessoas conseguem fugir da escola russa Situação continua crítica em escola russa, em Beslan

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