Tropas sírias combatem rebeldes e cercam Taftanaz

Tropas sírias cercaram a cidade de Taftanaz e abriram fogo contra rebeldes nesta quarta-feira, dando continuidade à ação para exterminar posições opositoras ao noroeste da província de Idlib, informaram fontes rebeldes.

AE, Agência Estado

21 Março 2012 | 12h20

As tropas disparavam contra carros que deixavam a cidade de 8 mil habitantes, que abriga a mais importante base de helicópteros do norte da Síria, efetivamente cortado todas as rotas de escape, declarou um integrante do Exército Livre Sírio (ELS).

O intenso confronto ao redor da base durou horas, até que os combatentes do ELS descobriram-se em menor número e se retiraram.

A sorte dos rebeldes na região piorou nas últimas 24 horas, depois de tropas do governo terem realizado um cerco de três dias contra a cidade próxima de Neirab Sermin, invadindo e tomando o local.

Neirab Sermin e Taftanaz ficam na estrada que vai da cidade de Idlib, que foi tomada pelo Exército em 14 de março, para o importante centro comercial de Aleppo, no nordeste.

Os rebeldes dizem acreditar que o próximo alvo será a cidade de Binesh, que fica a 10 quilômetros de Taftanaz. Fontes do ELS dizem ter várias centenas de combatentes na região, que estão construindo trincheiras e instalando explosivos ao longo da rodovia na expectativa de adiar o inevitável ataque a Binesh.

Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) enviou uma mensagem forte e unificada ao governo e à oposição sírios nesta quarta-feira, pedindo a imediata implementação das propostas apresentadas pelo enviado internacional Kofi Annan para pôr fim aos 12 meses de derramamento de sangue no país.

O comunicado não vinculativo, aprovado pelos 15 membros do conselho e lido durante uma reunião formal, detalha as propostas de Annan, que incluem, primeiramente, um cessar-fogo do governo sírio, a interrupção diária de duas horas dos confrontos para a evacuação dos feridos e a entrega de ajuda humanitária, além de conversações políticas inclusivas "para tratar das preocupações legítimas do povo sírio". As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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