Tropas sírias fazem disparos contra manifestantes

Tropas sírias fizeram disparos e lançaram gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes nesta sexta-feira, informaram ativistas. Já os meios de comunicação estatais informaram a morte de 10 soldados após a explosão de uma bomba colocada à margem de uma via.

AE, Agência Estado

20 de abril de 2012 | 11h45

Os manifestantes saíram das mesquitas para as ruas em cidades de todo o país, pedindo a queda do presidente Bashar Assad e gritando slogans em apoio às forças rebeldes, afirmaram os ativistas.

Um cessar-fogo que tecnicamente passou a valer na semana passada tem sido desrespeitado, mas a trégua ainda é vista como a forma mais viável de encerrar o derramamento de sangue que matou mais de 9 mil pessoas desde o início do levante contra Assad, 13 meses atrás.

A Organização das Nações Unidas enviou um grupo de sete observadores internacionais para a Síria, mas a expectativa é que esse número aumente em breve.

Na quinta-feira, a secretária de Estado Hillary Clinton pediu que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adote um embargo de armas e outras medidas duras contra a Síria. E o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon foi duro em relação a Damasco, dizendo que a Síria não está honrando o cessar-fogo e que a violência está aumentado.

Há relatos da ocorrência de protestos nesta sexta-feira na capital Damasco e em regiões próximas, assim como na cidade de Alepo, no norte, e nas regiões centrais de Hama e Homs, em cidades do leste perto da fronteira com o Iraque e na província de Deraa.

"A segurança está extremamente forte em Damasco", disse o ativista Maath al-Shami, acrescentando que apesar da grande presença de agentes de segurança à paisana, houve protestos em Qaboun, Midan, Barzeh e Mazzeh, localidades próximas à capital.

Ele disse que as tropas dispararam para o ar para dispersar os manifestantes. Ativistas também disseram que as tropas abriram fogo contra os manifestantes em Alepo, a maior cidade da Síria, assim como em Hama, na área central do país. Não há informações sobre mortos e feridos.

Em Khaldiyeh, área próxima a Homs controlada pelos rebeldes, uma série de morteiros era lançada a cada cinco minutos, segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres. As informações são da Associated Press.

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