Barbara Walton/EFE
Barbara Walton/EFE

Tropas tailandesas lutam para conter manifestantes em Bangcoc

Impasse entre manifestantes e forças do governo já dura mais de um mês

Reuters

29 de abril de 2010 | 12h25

BANGCOC - Autoridades tailandesas disseram nessa quinta-feira, 29, que iriam intensificar os esforços para conter as manifestações oposicionistas em Bangcoc, um dia depois que um soldado foi morto num confronto com manifestantes que pedem eleições adiantadas.

 

Os camisas vermelhas, partidários dos ex-premiê deposto Thaksin Shinawatra permaneceram em sua base de apoio na capital depois que confrontos com a polícia tailandesa na quarta-feira em uma movimenta avenida no norte da capital Bancoc deixaram 19 feridos.

 

"Estamos preparados para eles. Vamos ver quando de nós eles têm que matar para se satisfazerem", disse um vendedor de frutas que estava entre as milhares de pessoas que ocupam o distrito comercial a um mês. "Não vamos a lugar nenhum até que o governo nos dê ouvido."

 

Sete semanas de protestos violentos e a derrocada de sua economia estão pressionando o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva a acabar com a crise que já matou 27 pessoas e paralisou Bangcoc.

 

O porta-voz do exército, Sansern Kaewkamnerd, disse à Reuters que tropas em pontos estratégicos nas estradas que levam a área iriam impedir que as pessoas trouxessem suas armas e poderiam desencorajar até mesmo sua entrada nas áreas de protesto.

 

Mas o líder dos camisas vermelhas, Weng Tojirakarn, disse que esperava mais manifestantes se juntassem ao movimento predominantemente rural e de populações pobre em áreas urbanas.

"Acreditamos que a vitória está próxima", disse para milhares de manifestantes que se encontravam no acampamento base.

 

Cerca de 100 manifestantes entraram nesta quinta-feira no hospital de Chulalongkorn, ao lado do acampamento. Um testemunha disse que eles vagavam pela entrada procurando por tropas que eles suspeitavam estar estacionadas lá.

 

Sem nenhum dos lados mostrar qualquer sinal de compromisso, analistas esperam que o impasse continue.

 

"O exército parece estar pressionando um pouco de cada vez, e no final, ainda pode haver espaço para um compromisso político. Mas teremos que ver quem cede primeiro", disse Somjai Phagaphasvivat, um professor da Universidade de Thammasat.

 

O vice-premiê Suthep Thaugsuban falou aos repórteres que seria difícil tirar os camisas vermelhas a força porque muitas mulheres e crianças estão entre eles.

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