Tropas ucranianas se aproximam de cidade rebelde

O governo ucraniano tomou a maior parte da cidade de Ilovaysk, nas proximidades de Donetsk, apertando o cerco ao reduto rebelde, afirmaram autoridades nesta terça-feira.

Estadão Conteúdo

19 de agosto de 2014 | 09h44

O ministro do Interior Arsen Avakov disse em postagem no Facebook que um soldado foi morto e quatro ficaram feridos quando um batalhão voluntário ficou sob ataque de morteiros antes de entrar em Ilovaysk, 18 quilômetros a leste de Donetsk. Dentre os feridos está o comandante do batalhão Donbass, Semyon Semenchenko, que disse que soldados do governo destruíram três postos de verificação rebelde e quatro posições de tiro e que os combates continuavam.

Os esforços do governo para debelar os separatistas russos têm se concentrado ultimamente em cercar gradualmente Donetsk, a maior cidade controlada pelos rebeldes.

O batalhão voluntário se mostrou essencial na ofensiva do governo contra separatistas armados no leste do país, onde a maioria da população fala russo.

Tropas ucranianas também avançavam na região vizinha. O coronel Andriy Lysenko, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, disse aos jornalistas nesta terça-feira que tropas do governo capturaram um bairro de Lugansk e combatiam os rebeldes nas ruas da cidade, incluindo a região central.

Os combates entre tropas do governo e separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia obrigaram cerca de 344 mil pessoas a deixar suas casas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), número que só aumenta na medida em que a situação humanitária nas cidades tomadas pelos rebeldes se deteriora.

A situação parece particularmente complicada em Lugansk, perto da fronteira com a Rússia, que está sem eletricidade, água corrente e telefone há 17 dias.

A Câmara Municipal disse em comunicado postado em seu site nesta terça-feira que Lugansk, incluindo o centro da cidade, foi alvo de fortes bombardeios durante a noite. Um número não especificado de civis foi morto e outros ficaram feridos. Os moradores fazem fila para comprar pão e os estoques de alimentos chegam ao fim, afirmou a câmara. Autoridades também falaram sobre a possibilidade de surgimento de surtos de doenças infecciosas, já que o lixo não é recolhido há mais de duas semanas e faz muito calor na região. Fonte: Associated Press.

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