Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Trump abre a porta para publicação de memorando democrata sobre caso russo

Presidente americano pediu que legisladores do partido opositor editem o texto, removendo o conteúdo considerado confidencial, e o reenviem 'na devida forma', dando a entender que pode autorizar publicação do texto assim como fez com memorando republicano

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2018 | 21h22

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, abriu caminho neste sábado, 10, para a divulgação de um memorando redigido por legisladores democratas sobre a investigação da ingerência russa na campanha eleitoral de 2016, após negar um dia antes a sua publicação por questões de segurança.

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Em meio ao debate provocado por sua decisão inicial, o presidente pediu aos democratas que editem e apresentem novamente o texto. O documento em questão é uma nota em que os democratas rejeitam as acusações de abuso de poder do FBI (a Polícia Federal americana) e do Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) na investigação do caso russo.

O memorando democrata busca responder ao documento republicano que o presidente tornou público dias atrás. Contudo, segundo o advogado da Casa Branca Don McGahn, o memorando "contém um grande número de passagens devidamente confidenciais e sensíveis".

"Pedi que o editem e enviem de novo na devida forma!", escreveu Trump no Twitter, dando a entender que não exclui a possibilidade de publicar o memorando, como o fez com o texto de seus colegas de partido.

O chefe do FBI, Christopher Wray, e o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, disseram em uma carta separada que publicar este material gera preocupação sobre "a proteção de fontes de inteligência e métodos, investigações em curso e outra informação similar sensível".

Ambos também tinham expressado preocupação com a publicação do memorando republicano que, apresentado previamente, alega que existe um viés anti-Trump na investigação sobre a ingerência russa na eleição de 2016 que levou o magnata ao poder.

No entanto, a comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, havia votado de maneira "unânime" pela revelação do documento democrata.

O departamento de Justiça e o FBI já haviam se inquietado pela publicação do documento republicano, mas o presidente Trump decidiu autorizar sua difusão apesar disso.

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Em sua mensagem, Don McGahn afirma que Trump solicitou ao DoJ que se colocasse à disposição da Comissão de Inteligência da Câmara para examinar a nota democrata e tentar, se desejarem, "atenuar os riscos" de uma eventual publicação. / AFP

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