Nicolas ASFOURI / AFP
Nicolas ASFOURI / AFP

Trump acusa a China de tentar interferir em eleição americana com guerra comercial

Presidente dos EUA diz que medidas de Pequim que impactam agricultores e trabalhadores industriais leais a ele são uma forma de influenciar votação em novembro que renovará toda a Câmara e um terço do Senado americano

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2018 | 11h15

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de tentar influenciar as eleições de meio de mandato - que renovará toda a Câmara e um terço do Senado americano - com uma guerra comercial que impacta sua base eleitoral.

"A China declarou abertamente que está tentando ativamente impactar e mudar nossas eleições atacando nossos agricultores e trabalhadores industriais por sua lealdade a mim", escreveu o presidente americano nesta terça-feira, 18, no Twitter.

Trump publicou essa mensagem um dia depois de anunciar que Washington vai sobretaxar em 10% cerca de US$ 200 bilhões em importações da China e pouco antes de Pequim anunciar uma contramedida para impor novas tarifas a bens americanos da ordem de US$ 60 bilhões.

"Para proteger seus direitos e interesses legítimos, assim como a ordem mundial do livre-comércio, a China se verá obrigada a tomar medidas de represália de maneira recíproca", indicou o Ministério chinês do Comércio, em nota.

"Se os Estados Unidos teimam em aumentar ainda mais seus direitos aduaneiros, a China replicará como se deve."

Pequim já havia indicado que planejava sobretaxar US$ 60 bilhões em produtos americanos. E Trump havia intimado os dirigentes chineses a não reagirem.

"Se a China tomar medidas de represália contra nossos agricultores, ou contra outras indústrias, vamos seguir imediatamente com a fase três, com tarifas em aproximadamente US$ 267 bilhões de importações adicionais", advertiu o presidente americano.

Caso se chegue a esta fase, todas as importações procedentes da China estarão sujeitas a medidas protecionistas dos Estados Unidos. / AFP

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