REUTERS/Gonzalo Fuentes
REUTERS/Gonzalo Fuentes

Trump acusa 'NYT' de frustrar plano dos EUA para matar líder do EI

Rumores sobre a morte de Al Baghdadi surgiram em várias ocasiões nos últimos anos

O Estado de S.Paulo

22 Julho 2017 | 11h09

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado, 22, o jornal 'The New York Times' de 'frustrar' um plano do seu governo para matar o líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Baghdadi, sem dar mais detalhes sobre sua denúncia.

"O fracassado 'New York Times' frustrou uma tentativa dos EUA para matar o terrorista mais procurado, Al Baghdadi. (Puseram) seus enfermiços interesses acima da segurança nacional", escreveu Trump em um de uma longa fileira de tweets no início dessa manhã.

O presidente americano não deu detalhes sobre como o jornal nova-iorquino pôde ter desbaratado uma operação militar ou de inteligência contra o líder do grupo jihadista.

Trump manteve uma relação ambivalente com o 'NYT' desde que chegou ao poder, no último mês de janeiro, uma vez que, mesmo que o acuse reiteradamente de manipular informação, também já deu entrevistas exclusivas a alguns de seus jornalistas.

Os rumores sobre a morte de Al Baghdadi surgiram em várias ocasiões nos últimos anos, e o mais recente veio do Observatório Sírio de Direitos Humanos, que anunciou que tinha confirmado a morte do terrorista por meio de fontes que incluíam "líderes de primeira e segunda linha do EI".

No último dia 16 de junho, o Ministério de Defesa russo revelou que Al Baghdadi poderia ter morrido no dia 28 de maio em um bombardeio da aviação russa ao sul da cidade de Raqqa, bastião dos extremistas na Síria, algo que até agora nenhuma outra fonte pôde corroborar.

Nesta mesma semana o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou que os serviços de inteligência russos estão tentando verificar se Al Baghdadi está vivo ou morto.

Por sua vez, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, disse nesta sexta-feira que, "até que não veja seu corpo", assumirá que Al Baghdadi segue vivo, e reforçou que o governo americano não tem provas da morte do líder terrorista. / EFE

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