Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Trump adverte que confinamento prolongado pode 'destruir o país'; número de mortos vai a 600

Presidente americano diz que 'adoraria ter o país aberto' até a Páscoa, em 12 de abril; número de casos confirmados chegou a 49.768

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 16h18

WASHINGTON - O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, defendeu nesta terça-feira, 24, sua posição de relaxar o isolamento imposto pelo coronavírus em vários Estados, alertando que essas medidas podem "destruir" o país.

"Muitas pessoas concordam comigo. Nosso país não foi projetado para fechar", disse ele à TV Fox News. "Pode destruir um país dessa maneira, fechando-o", assegurou o presidente.

Trump acrescentou que a partir da próxima semana "avaliará" se as medidas de distanciamento social e quarentena deverão ser suspensas para recuperar a economia.

Na opinião do presidente republicano, uma "grande recessão" pode deixar mais vítimas do que o novo coronavírus nos Estados Unidos. 

"Podemos perder um certo número de pessoas devido à gripe. Mas corremos o risco de perder mais pessoas se mergulharmos o país em uma grande recessão ou depressão", disse ele, evocando a possibilidade de "milhares de suicídios". 

"Eu adoraria ter o país aberto e realmente quero que seja para a Páscoa", disse Trump nesta entrevista em formato de um programa de bate-papo. A Páscoa será em 12 de abril. 

Medidas de distanciamento social e quarentena foram instituídas em grande parte dos Estados Unidos, levando a uma queda acentuada da atividade na maior economia do mundo. 

Em entrevista à Fox, da Casa Branca, Trump deixou claro que acredita que o fechamento geral tenha sido uma reação exagerada.

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Segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins, usada como referência no país, nos Estados Unidos o número de mortos pelo novo coronavírus subiu para 600 nesta terça-feira, 24. enquanto o número de casos confirmados chegou a 49.768./AFP

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