REUTERS/Joshua Roberts
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Trump afastou quem pediu moderação, diz Bannon

Principal estrategista do governo americano afirma que presidente foi abordado durante a transição por pessoas que pediram abrandamento dos planos mais radicais, mas as afastou do processo

O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2017 | 18h32

O estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, participou nesta quinta-feira, 23, da Conferência para a Ação Política Conservadora (CPAC) ao lado do chefe de gabinete de Donald Trump, Reince Priebus, e afirmou que o presidente teve sucesso ao afastar de si “pessoas” que tentaram se aproximar durante a transição de governo para lhe pedir que não cumprisse suas promessas de campanha mais radicais. Bannon, que foi editor do site extremista Breitbart, disse que Trump continuará a cumprir “cada um” dos compromissos assumidos com o eleitorado. 

Bannon não revelou quem teriam sido os "moderados" que tentaram aliviar as intenções de Trump, que deve ir à CPAC amanhã e ser aclamado como "o salvador do Partido Republicano". Em seu discurso, Priebus elogiou o presidente por ter sido a pessoa que conseguiu "reaproximar" o movimento conservador do país e o partido. 

Durante a campanha, Trump fez uma curva à direita, mas continua a defender um programa de grandes obras públicas, e sua retórica isolacionista e protecionista é um anátema para alguns de seu campo.

Avaliação. A gratidão dos republicanos por Trump ter derrotado Hillary supera qualquer reserva sobre o caos das primeiras semanas e os atrasos nas grandes reformas prometidas, incluindo a revogação do Obamacare e o Big Bang fiscal. "Trump atraiu muitas pessoas para o campo conservador", comenta Nakayla Irvin, uma estudante de 18 anos. "Mas ele também sabe que sem o apoio dos conservadores, não vai fazer muita coisa".

Os republicanos esperam que o presidente continue a agir, pouco importa se ele continua a tuítar. "Não me importa o que ele diz, desde que ele faça", observa Eric Golub, de 45 anos, que se descreve como um humorista conservador. "Barack Obama dizia palavras magníficas. Seus resultados foram péssimos".

A CPAC começou nesta quinta-feira de manhã com a fala de Kellyanne Conway, de 50 anos, ex-diretora de campanha de Trump que se tornou conselheira na Casa Branca, adulada pelos militantes. Questionada sobre a influência de seu chefe sobre o movimento conservador, ela respondeu que a conferência CPAC já foi convertida para a era Trump: "amanhã vai se tornar o T-CAP". / AFP

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