EFE/SHAWN THEW
EFE/SHAWN THEW

Trump afirma que ação militar é 'certamente uma opção' contra Coreia do Norte

Presidente dos EUA afirma, no entanto, que 'preferiria não seguir essa via', pois seria 'um dia muito triste' para os norte-coreanos, dado o poderio militar dos EUA

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2017 | 00h25

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta quinta-feira, 7, que a ação militar é "certamente uma opção" a respeito da Coreia do Norte, mas assegurou que prefere "não seguir essa via".

"A opção militar é certamente uma opção, é algo que poderia acontecer", disse Trump na Casa Branca ao lado o emir do Kuwait, Sabah al-Ahmad Al-Sabah, sobre a escalada de tensões com Pyongyang.

Quando perguntado se este caminho é "inevitável" pelas contínuas provocações do regime de Kim Jong-un, que realizou numerosos lançamentos de mísseis e ameaçou as bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico, o governante americano respondeu que "nada é inevitável".

O republicano, no entanto, apontou que "preferiria não seguir essa via", pois seria "um dia muito triste" para a Coreia do Norte, dado o poderio militar dos EUA.

Após o teste nuclear do último final semana, em que o regime de Kim Jong-un assegura ter detonado sua bomba atômica mais potente até o momento, Trump disse que cogita suspender o comércio com qualquer país que faça negócios com Pyongyang e insinuou que não descartava um ataque à Coreia do Norte.

Por sua parte, o secretário de Defesa, James Mattis, prometeu uma "grande resposta militar" perante "qualquer ameaça" da Coreia do Norte aos territórios do país, incluindo a ilha de Guam, ou a seus aliados.

Conflitos

Na entrevista, Trump também afirmou que existe uma chance para a paz no conflito entre Israel e os palestinos. "Acho que existe uma chance de que a paz possa ser alcançada. Vamos fazer o máximo", afirmou. "Acho que as relações que temos com as duas partes podem ajudar."

Por fim, o magnata se ofereceu para servir como mediador da crise que o Catar enfrenta com seus vizinhos árabes e disse que a disputa pode ser resolvida muito facilmente. "Estou disposto a ser o mediador", enfatizou.

Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Egito cortaram em junho passado seus laços diplomáticos com o Catar, a quem acusam de incentivar o terrorismo. / EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.