Carlos Barria/ Reuters
Carlos Barria/ Reuters

Trump diz que Boris Johnson é o "homem certo" para Brexit e propõe acordo comercial; Johnson declina

Donald Trump espera parceria comercial até 31 de outubro de 2020; primeiro-ministro afirmou que acordo comercial deve demorar mais

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2019 | 04h54

Biarritz (França)  - Em café da manhã com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Johnson é o "homem certo" para concluir  o Brexit, processo de saída do Reino Unido da União Europeia. O econtro ocorreu na manhã deste domingo, 25, em Biarritz na França onde as lideranças das maiores economias globais participam da reunião do G-7

Em entrevistas à mídia televisiva britânica, Johnson, porém, disse à mídia internacional disse o plano do governo norte-americano era fazer um acordo em até um ano após a saída do Reino Unido, prevista para 31 de outubro."Fazer tudo dentro de um ano será difícil", disse ele.

Trump havia afirmado que um acordo com o Reino Unido aconteceria 'rapidamente'. "Nós vamos fazer um acordo comercial muito grande, maior do que já tivemos com o Reino Unido", disse ele. Ele também afirmou que, para os britânicos, fazer parte da União Europeia é como uma 'âncora no tornozelo'. "E agora, em algum momento, eles não terão o obstáculo, eles não terão a âncora em volta do tornozelo, porque é isso que eles têm."

Boris Johnson ressaltou que existem "grandes oportunidades para o Reino Unido no mercado americano". O primeiro-ministro disse ainda que espera contrapartidas importantes para o país. "Queremos é que nossos navios levem carga de Nova York para Boston, que por enquanto não podem fazer", reivindicou. Johnson também disse que é preciso aprovar primeiro a saída do Reino Unido da União Europeia. 

Antes do encontro com o primeiro-ministro britânico, Trump contestou informações sobre tensões no G-7Em sua conta no Twitter, o presidente dos Estados Unidos criticou o que chamou de notícias falsas e disse que os líderes “estão se dando muito bem”.

Além dos líderes dos Estados Unidos e do Reino Unido, o G-7 reúne chefes de Estado da França, Alemanha, Japão, Canadá e Itália.

O encontro das maiores economias globais ocorre em um momento de temores sobre o risco de recessão global. Nesse contexto, o primeiro-ministro britânico, tem tentado convencer Trump a recuar na guerra comercial contra China.

No sábado, 24, o presidente dos Estados Unidos afirmou que tem autoridade para obrigar todas as empresas americanas a deixar a China./AP, AFP e BBC 

 

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