Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Trump alerta contra ataque à cidade síria de Idlib

Presidente diz que isso provocaria uma tragédia humana; Rússia e Irã insistem que rebeldes devem ser derrotados

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2018 | 19h46

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, advertiu na madrugada de ontem Síria, Rússia e Irã a não lançarem um ataque contra a cidade síria de Idlib, o último reduto rebelde, pois isso provocaria uma “tragédia humana”. “Centenas de pessoas morrerão, não permitam que isso ocorra”, disse Trump em sua conta no Twitter.

A mensagem de Trump elevou as tensões com a Rússia, que, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, apoia a ofensiva contra “o ninho de terroristas no qual se converteu o bastião rebelde”. “A situação em Idlib continua preocupando Rússia, Síria, Turquia e Irã”, declarou Peskov dois dias antes de uma cúpula entre os três países sobre a questão síria. 

Rússia e Irã insistem que os grupos rebeldes de Idlib devem ser derrotados e estão dispostos a apoiar as forças do presidente sírio, Bashar Assad, em caso de um grande ataque.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, ONG que monitora a crise na Síria, confirmou nesta terça-feira que a Rússia retomou os bombardeios aéreos sobre Idlib, interrompidos desde 15 de agosto, e pelo menos 13 civis morreram, entre eles 6 crianças.

Depois de ter concentrado soldados e armas nas últimas semanas, o governo sírio assegurou que lançará uma “ofensiva programada em várias fases” contra a província rebelde, na fronteira com a Turquia.

O governo turco reforçou ontem suas defesas com veículos de combate e enviou tropas para fechar a fronteira. A ONU advertiu que até 800 mil refugiados sírios podem tentar fugir para a Turquia se ocorrerem combates em Idlib, onde cerca de 3 milhões de civis estão cercados com mais de 30 mil insurgentes – um terço dos quais são considerados jihadistas ligados à rede Al-Qaeda. 

Mais de 3 milhões de sírios já se refugiaram na Turquia desde 2011. O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, pediu ontem às potências que evitem um novo “banho de sangue” e busquem uma saída para a guerra, que já dura sete anos. / AFP 

 

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