Alex Brandon / AP
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Trump alerta para mudanças violentas se republicanos perderem as eleições de meio de mandato

Em um encontro com líderes evangélicos, presidente americano afirmou que se democratas ganharem o controle do Congresso, ‘vão revirar tudo que fizemos’

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 10h32

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou líderes evangélicos que, se os republicanos perderem o controle do Congresso nas eleições americanas de meio de mandato, os democratas implantarão mudanças "rápida e violentamente", informou o jornal The New York Times.

Em um encontro com esses líderes na Casa Branca na segunda-feira, 27, Trump disse que "tudo" está em jogo em sua agenda conservadora, caso o partido perca em novembro, de acordo com uma gravação de áudio do encontro obtida pelo NYT.

Os democratas "vão revirar tudo que fizemos e vão fazer isso rápida e violentamente", ressaltou Trump, de acordo com a matéria publicada na noite de terça-feira. "Vão acabar com tudo imediatamente", insistiu ele. "Quando você olha para o Antifa", acrescentou, referindo-se aos grupos antifascistas de esquerda, "e olha para alguns desses grupos, são pessoas violentas".

O jornal consultou o porta-voz da Casa Branca, Hogan Gidley, que não quis comentar as declarações do presidente.

Não foi a primeira vez que Trump alertou para violência, caso as coisas não saiam do jeito dele. Na campanha eleitoral de 2016, o magnata nova-iorquino chegou a afirmar que seus eleitores reagiriam violentamente se ele não vencesse as primárias republicanas. "Acho que haveria tumultos", advertiu ele na época.

O NYT relatou que os repórteres foram autorizados a acompanhar alguns breves comentários de Trump durante o encontro e o ouviram falar sobre aborto, liberdade religiosa e desemprego entre os jovens. Depois que a imprensa foi retirada do local, entretanto, o republicano mudou o assunto e fez sugestões de como os líderes evangélicos podem ajudar os republicanos a vencer em novembro.

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"Apenas peço a vocês para saírem e garantirem que todo o seu pessoal vote", afirmou. "Porque, se eles não votarem - é 6 de novembro -, se eles não votarem, vamos ter dois anos miseráveis e vamos ter, sinceramente, um período de tempo muito difícil, porque aí só tem uma eleição. Estaremos a uma eleição de perder tudo que temos", advertiu o presidente. / AFP

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