Jerome Favre/EFE
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Trump anuncia sanções à China e encerra tratamento especial a Hong Kong; país responde com ameaças

Medida faz parte das represálias dos EUA à aprovação da polêmica lei de segurança nacional da China sobre Hong Kong

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2020 | 19h43

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 14, que assinou um decreto para encerrar o tratamento econômico e comercial especial concedido a Hong Kong, além de uma lei com a qual aplicará novas sanções à China por ter "extinguido a liberdade" da região.

Nesta quarta-feira, 15, a China ameaçou os Estados Unidos com possíveis represálias: "para proteger seus interesses legítimos, a China dará a resposta necessária e irá impor sanções às pessoas e entidades estadunidenses pertinentes", disse o Ministério das Relações Exteriores chinês em um comunicado. 

"Assinei um decreto que põe fim ao tratamento especial dos EUA a Hong Kong. Agora, será tratada igual à China continental", incluindo na imposição de sanções, disse Trump, em entrevista coletiva na Casa Branca.

A medida faz parte das represálias dos EUA à aprovação da polêmica lei de segurança nacional da China sobre Hong Kong. De acordo com Trump, "muita gente vai abandonar" a região por causa decisão e os Estados Unidos "terão mais volume de negócios porque acabam de perder um grande competidor".

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"A liberdade lhes foi tirada; seus direitos lhes foram tirados", disse o presidente. "E assim vai Hong Kong, em minha opinião, porque não conseguirá mais competir no livre mercado. Muitas pessoas deixarão Hong Kong." 

Trump informou ter assinado a Lei de Autonomia de Hong Kong, que foi aprovada no Congresso após Pequim adotar a severa lei de segurança nacional em Hong Kong. 

A nova lei americana autoriza sanções contra autoridades chinesas e a polícia de Hong Kong, vistas como um impedimento à autonomia da cidade. Além disso, de forma crucial, prevê aplicá-las a quaisquer bancos que façam transações importantes com eles. 

Anteriormente, os legisladores tinham dito que alguns funcionários do governo Trump teriam hesitado sobre a legislação porque diminuiria a capacidade do presidente de renunciar às sanções.

A nova lei da China aplicada a Hong Kong criminaliza, entre outros delitos, a subversão. Ela gera temores nesse centro financeiro, que antes de ser devolvido à China pelo Reino Unido, em 1997, teve como promessa de Pequim a garantia de sua autonomia./ EFE e AFP 

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