John Locher/AP
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Trump assina dois decretos para analisar comércio exterior

Será o primeiro passo para converter a retórica comercial da campanha eleitoral em ação

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2017 | 01h55

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenará nesta sexta, 31, que sua equipe identifique países e mercadorias responsáveis pelo déficit comercial de quase US$ 50 bilhões de dólares do país, em uma advertência protecionista a parceiros comerciais como a China. 

O secretário de Comércio, Wilbur Ross, explicou que as ordens conduzirão a análises "país por país e produto por produto". Os resultados serão informados a Trump em 90 dias. Ross disse que os engarregados das análises buscarão evidências de "armadilhas", compartilhamentos inapropriados, acordos comerciais que não cumpriram o prometido, desajustes de câmbio e restrições da Organização Mundial do Comércio. "Estas serão as bases para a decisão que o governo tomará ", disse.    

A ordem será dada uma semana antes que Trump se reúna com o presidente chinês Xi Jinping e é vista como uma advertência contra Pequim e outros países. "É desnecessário dizer que a fonte número um do déficit é a China", afirmou Ross, antes de menicionar vários países que "estão potencialmente envolvidos". 

Os outros países são: Japão, Alemanha, México, Irlanda, Itália, Coreia do Sul, Malásia, Vietnã, Índia, Tailândia, França, Suíca, Taiwan, Indonésia e Canadá. Apesar disso, Ross disse que a existência de um déficit não necessariamente significa que uma ação de represália ou corretiva será tomada.

"É difícil dizer que alguém está sendo mau se está proporcionando que nós não podemos", comentou, acrescentando que alguns países podem fazer melhor um produto e de maneira mais barata. "Não significa que todos que estiverem nessa pequena lista são maus". / AFP

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