REUTERS/Joe Skipper
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Trump ataca juíza que vai fixar pena para seu ex-assessor

Trump fez seis postagens em que dizia que a juíza era parcial, ao lembrar que ela condenou um ex-consultor político que trabalhou na campanha do republicano, mas havia inocentou a ex-secretária de Estado Hillary Clinton

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2020 | 18h49

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou a juíza federal Amy Berman Jackson, que preside o caso de Roger Stone, seu ex-assessor e confidente, em seguidos tuítes na madrugada desta quarta-feira, 12.

Por pelo menos duas horas, Trump fez seis postagens em que dizia que a juíza era parcial, ao lembrar que ela condenou Paul Manafort – um consultor político que trabalhou na campanha do republicano, em 2016, e que hoje cumpre pena por crimes financeiros –, mas havia inocentado a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, em um caso em que ela usou uma conta particular de e-mail para tratar de assuntos do governo. 

Stone foi considerado culpado em 15 de novembro e será sentenciado pela juíza Amy no dia 20. O ex-assessor mentiu em depoimento ao Congresso sobre seus contatos com a organização WikiLeaks em um vazamento de e-mails democratas durante a última eleição presidencial. 

Após as publicações no Twitter, Trump, que tem um longo histórico de mover cruzadas públicas contra juízes e tribunais por decisões desfavoráveis, foi acusado de tentar intimidar Jackson e garantir uma sentença mais branda para Stone. A Casa Branca não comentou o assunto.

Os tuítes de Trump vieram logo após a notícia de que o Departamento de Justiça anulou a recomendação de sentença de até 9 anos de prisão para Stone, que foi considerada muito pesada pelo presidente. Após a intervenção, quatro promotores pediram para sair do caso.  

Trump elogiou a entrada no caso do procurador-geral Bill Barr para obter uma sentença menor para Stone. “Parabéns ao procurador-geral Bill Barr por assumir um caso que estava totalmente fora de controle”, escreveu Trump. 

No novo pedido de pena, Barr não deixou claro de quanto deve ser a condenação, mas afirmou que o pedido anterior era “desproporcional”. / W. Post e AFP

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