Al Drago / Bloomberg
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Trump busca deter famílias imigrantes além do permitido

'O governo não separará as famílias, mas as manterá unidas enquanto os procedimentos de imigração estiverem sendo processados', declararam os advogados do Departamento de Justiça

O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2018 | 03h56

WASHINGTON -  O governo de Donald Trump planeja agora prorrogar a detenção de famílias de imigrantes ilegais durante meses, em vez de liberá-los, segundo documentos judiciais apresentados na sexta-feira, 30.

"O governo não separará as famílias, mas as manterá unidas enquanto os procedimentos de imigração estiverem sendo processados, quando forem detidos nos portos ou entre os portos de entrada", defenderam os advogados do Departamento de Justiça. Estes trâmites podem ser estendidos por meses e inclusive anos, um tempo que até agora as famílias ficavam em liberdade graças à prática de "catch and release" ("apanhar e libertar"), com a qual Trump deseja acabar.

É por isso que o presidente implementou a "tolerância zero" com a qual separava as famílias acusando de crimes migratórios os pais para enviá-los à prisão enquanto confinava as crianças em abrigos. No entanto, Trump suspendeu sua política de "tolerância zero" após separar cerca de 2,5 mil menores dos seus pais pela imensa rejeição gerada nacional e internacionalmente.

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Além disso, a Justiça mandou reunir as crianças com seus pais, por isso o governo deve colocar as famílias em liberdade em virtude do acordo "Flores", de 1997, que não permite a detenção de menores por mais de 20 dias. É este acordo que Trump pretende modificar para poder manter detidas as famílias indefinidamente enquanto suas ações de imigração e possível deportação são resolvidas.

O documento apresentado pelo governo perante um tribunal federal da Califórnia não especifica que ele vai deter as famílias por mais de 20 dias, mas "durante o andamento do processo de imigração".

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Enquanto dura o litígio, o governo americano pediu ao Pentágono a permissão para que bases militares ou acampamentos provisórios com uma capacidade total de 12 mil pessoas recebam as famílias de imigrantes. /EFE

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