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Trump confirma que EUA receberão no máximo 45 mil refugiados em 2018

Redução é de 60% em relação aos 110 mil de 2017 e o menor número desde 1980

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2017 | 21h25

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira, 29, que pretende receber no máximo 45 mil refugiados durante o ano fiscal de 2018. A redução é de 60% em relação aos 110 mil de 2017 e o menor número desde 1980.

Trump fez um acordo com o Congresso sobre a quantidade de refugiados que seria recebida e repassou essas informações com detalhes ao Departamento de Estado.

As duas regiões com maiores cotas serão a África, com 19 mil refugiados (eram 35 mil no ano passado), e o Oriente Médio e o sul da Ásia, com 17,5 mil (contra 40 mil em 2017). Da América Latina e o Caribe serão apenas 1,5 mil, uma redução de 70% se comparado com os 5 mil recebidos nos EUA neste ano.

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No ano passado, ainda no governo do ex-presidente Barack Obama, os EUA também reservaram uma cota extra de 14 mil pessoas, que seria dividida dependendo das necessidades de cada região.

Além das 45 mil "vagas" reservadas por regiões, Trump e o Congresso também acertaram que os EUA podem considerar como refugiados os cidadãos de Cuba, dos países bálticos, do Iraque, da Guatemala, de El Salvador e de Honduras. Pessoas de "qualquer lugar do mundo", sob "circunstâncias excepcionais", também poderão ter status de refugiado.

Os números para 2018 são os menores desde que os EUA criaram o programa de refugiados em 1980 e foram estabelecidos após um intenso debate entre as agências do governo.

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Os EUA admitiram 85 mil refugiados no ano fiscal de 2016. Obama estabeleceu para 2017 um limite de 110 mil. No entanto, segundo fontes da Casa Branca, só foram recebidas cerca de 54 mil pessoas.

Trump criticou a política para os refugiados durante a última campanha eleitoral, alertou que algumas dessas pessoas poderiam ser terroristas e proibiu temporariamente a entrada no território americano de cidadãos de vários países de maioria muçulmana. / EFE

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