Jonathan Ernst/Reuters
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Trump congela emissão de novos vistos para algumas profissões até 2021

De acordo com o governo, a decisão tem como objetivo 'maximizar as oportunidades dos trabalhadores americanos de encontrar emprego'

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2020 | 22h47

WASHINGTON -  O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 22, o congelamento da emissão de novos vistos dos tipos H-1B, H-2B, H-4, L-1 e J-1 e de cartões de residência ("green cards") até o fim deste ano, o que pode impedir a entrada de mais de 240 mil estrangeiros no país.

"Como parte de nossos esforços para recuperar os 'EUA em primeiro lugar', o presidente decidiu suspender certos tipos de vistos até o final deste ano", disse um alto funcionário do governo dos EUA em coletiva com jornalistas organizada pela Casa Branca.

De acordo com o governo do presidente Donald Trump, a decisão tem como objetivo "maximizar as oportunidades para os trabalhadores americanos de encontrar emprego". No momento, o índice de desemprego no país é de 13,3%.

O governo argumentou que há companhias nos EUA, como a Disney e a operadora de telecomunicações AT&T, entre outras, que utilizam um mecanismo de contratação de funcionários estrangeiros que limitam as possibilidades de trabalho para americanos.

A medida faz parte da decisão tomada por Trump em abril de suspender a emissão de permissões de residência permanente para imigrantes.

Entre os vistos afetados estão o H-1B, direcionado a trabalhadores qualificados, como os da indústria de tecnologia; o H-4, para companheiros desses funcionários; e o L-1, destinado a diretores que trabalham para grandes corporações.

A permissão H-2B, para trabalhadores dos setores de hotelaria e construção, e a J-1, para pesquisadores e outros programas de intercâmbio de trabalho, também foram paralisados até janeiro. Em princípio, a medida não afetará os estrangeiros que já estão nos EUA.

No ano fiscal de 2019, os EUA concederam o visto H-1B a cerca de 130 mil trabalhadores, o L-1 para 12 mil, e o H-2B para mais de 98 mil. /EFE

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