Drew Angerer/Getty Images/AFP
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Trump consolida maioria no Senado após vitória de republicana no Mississippi

Cindy Hyde-Smith, conhecida por declarações racistas, derrotou o democrata Mike Espy no segundo turno da eleição para o Senado com 55% dos votos, contra 45% do rival; Partido Republicano fica com 53 cadeiras na Casa contra 47 do Partido Democrata

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2018 | 13h52

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, consolidou a maioria republicana no Senado após a vitória na terça-feira no Mississippi de uma candidata polêmica por seus comentários com conotação racista, na definição da última vaga em disputa nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Trump não poupou esforços para ajudar na reeleição da senadora republicana Cindy Hyde-Smith. E este Estado conservador confirmou o alinhamento com o Partido Republicado: Cindy derrotou o candidato democrata, Mike Espy, no segundo turno da eleição para o Senado com 55% dos votos, contra 45% do rival.

"Felicitações à senadora Cindy Hyde-Smith por sua grande vitória no grande Estado do Mississippi", tuitou o presidente.

Trump apoiou com veemência a candidata nas últimas horas de campanha. A vitória da republicada deveria ser previsível no Estado, mas ela se envolveu em problemas por comentários que Epsy e outros críticos chamaram de racistas e antidemocráticos.

No discurso da vitória, a senadora agradeceu a ajuda do presidente e destacou os "valores conservadores" do Mississippi.

A votação marcou o fim da eleição para o Senado dos Estados Unidos - na Câmara, três cadeiras ainda estão em aberto. As eleições de meio de mandato foram encaradas como um referendo sobre Trump. 

 

Os republicanos saíram das urnas com 53 dos 100 cadeiras do Senado para o próximo período legislativo, que começa em janeiro. Os democratas retomaram a maioria na Câmara dos Deputados após as eleições de 6 de novembro, o que deixa o Congresso dividido. 

No primeiro turno, Cindy obteve 41,5% dos votos, contra 40,6% de Espy. Os votos de um terceiro candidato, o ultradireitista Chris McDaniel (16,5%), deveriam garantir a vitória da republicana. Mas as dúvidas surgiram depois que ela afirmou que estaria na "primeira fila" se um de seus partidários a convidasse para um linchamento público.

Cindy pediu desculpas em um debate, mas insistiu que o comentário foi "distorcido" por seus opositores. Ela também foi gravada afirmando a um pequeno grupo em uma universidade que seria uma "grande coisa" suprimir os votos dos estudantes progressistas, o que segundo o próprio Trump foi uma piada mal interpretada.

Outras revelações sobre Cindy causaram polêmica em um Estado com a maior população negra do país (37%). A Jackson Free Press informou que a candidata e sua filha estudaram em escolas particulares criadas para evitar que estudantes brancos dividam a sala com colegas negros.

Também foram publicadas fotografias de 2014 de Cindy posando com objetos do Sul confederado, que apoiava a escravidão na época da Guerra Civil. 

Várias empresas, como Walmart, AT&T e a Major League Baseball, pediram a Cindy a devolução das doações de campanha. / AFP

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