AP Photo/Evan Vucci
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Trump condena ações de Pyongyang e pede união do Ocidente 'para sobreviver' a ameaças

Na Polônia, presidente americano pediu à comunidade internacional que demonstre à Coreia do Norte que existem ‘consequências’ para os testes de mísseis; líder também falou sobre terrorismo e situação com a Rússia

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 08h17
Atualizado 06 Julho 2017 | 11h48

VARSÓVIA - O presidente americano, Donald Trump, denunciou nesta quinta-feira, 6, a atitude “má” e “perigosa” da Coreia do Norte e pediu à comunidade internacional que demonstre que há "consequências", antes de afirmar que está examinando uma resposta "severa". Na véspera, Pyongyang lançou um míssil de longo alcance capaz de atingir o Alasca.

"Peço a todas as nações que enfrentem esta ameaça global e demonstrem publicamente à Coreia do Norte que há consequências para seu comportamento muito, muito ruim", declarou Trump durante uma visita a Varsóvia. 

Em entrevista ao lado de seu colega polonês, Andrzej Duda, Trump disse que não quer que a Coreia do Norte se transforme em uma nova Síria e pediu às nações aliadas que se unam não somente para combater o terrorismo jihadista, mas também a ameaça da Coreia do Norte.

“A questão fundamental do nosso tempo é o quanto o Ocidente está disposto a sobreviver”, ressaltou o líder americano. "Temos confiança nos nossos valores para defendê-los a qualquer custo? Temos respeito suficiente pelos nossos cidadãos para proteger nossas fronteiras? Temos o desejo e a coragem para preservar nossa civilização diante daqueles que a subvertem e destroem?”, questionou.

O republicano acrescentou que o governo americano está analisando várias respostas "severas" à atitude de Pyongyang, mas não quis entrar em detalhes ao ser questionado sobre uma possível reação militar dos EUA contra a Coreia do Norte.

A respeito da Síria, o presidente americano disse que nenhum país que defenda a humanidade pode permitir ataques químicos. Além disso, Trump afirmou que seu país está "comprometido" com a defesa do centro e do leste da Europa, criticando a atividade "desestabilizadora" da Rússia no continente.

O líder dos EUA se comprometeu a sair em defesa de seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) depois que na recente cúpula da aliança evitou destacar que seguia disposto a ratificar o artigo 5.º da organização militar, pelo qual todos os parceiros têm de responder a ataques a um deles.

O presidente destacou que a Polônia é um dos poucos países que cumpre suas obrigações financeiras com a Otan e reconheceu ter sido "muito duro" com os aliados que não gastavam 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa. Mas disse que graças a sua insistência o dinheiro agora está fluindo para a Aliança Atlântica. / AFP, EFE e NYT

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