Al Drago/The New York Times
Al Drago/The New York Times

Trump critica democratas por demora em aprovação de seu gabinete

Presidente americano citou falha técnica em microfone durante protesto democrata na Suprema Corte para dizer que partido 'é uma bangunça'

O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2017 | 15h02
Atualizado 31 Janeiro 2017 | 15h35

WASHINGTON - Em meio à controvérsia provocada pelo decreto que proíbe a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana e pela demissão da secretária de Justiça interina, Sally Yates, que se negou a defender o governo no caso, o presidente americano, Donald Trump, acusou nesta terça-feira, 31, os democratas de obstruir suas nomeações para formar o gabinete. Ele usou um problema no microfone durante um protesto da cúpula democrata na Suprema Corte para dizer que a oposição "é uma bagunça". 

"Nancy Pelosy e Chuck Schumer organizaram um protesto na Suprema Corte e o microfone não funcionou. Uma bagunça, assim como o Partido Democrata", disse Trump.

Ainda faltam ser confirmados no Senado Jeff Sessions, como secretário de Justiça, Rex Tillerson, para o Departamento de Estado, Elaine Chao, de Transportes, Tom Price, de Saúde, Betsy Devos, de Educação e Linda McMahon, para Pequenas Empresas. Os democratas aproveitam a polêmica com o decreto de imigração para atrasar as nomeações. A aprovação do nome de Sessions deve ocorrer nesta terça. 

A líder dos democratas na Câmara, Nancy Pelosi, rebateu as críticas de Trump. "O microfone pode não funcionar, mas esse presidente de cabeça quente pode ouvir claramente as vozes dos 250 membros do Congresso que estavam ontem na Suprema Corte", disse ela. "Esse decreto é inconstitucional não importa o quanto ele tuíte ou demita as pessoas da administração."

O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, também se pronunciou, por meio de um porta-voz. "O presidente Trump tem de aprender que injúrias não resolverão os problemas que ele mesmo criou", disse. "Ele deve abandonar esse decreto mal feito e antiamericano, que tornou a América menos segura, e encontrar um jeito real de combater o terrorismo."

A demissão de Yates - que se negou a defender o decreto de Trump - pressionou os senadores encarregados de confirmar Sessions no cargo. Os democratas tentam obstruir a indicação, mas mesmo dentro do Partido Republicano, que tem maioria no Congresso, não há unanimidade. 

"Acredito que um secretário ou subsecretário de Justiça tem a obrigação de seguir a Constituição e dar conselhos jurídicos ao presidente de maneira independente", disse Sally. John McCain, Lindsey Graham, Ben Sasse e Cory Gardner estão entre os republicanos que querem mudanças antes de permtir que Sessions assuma o departamento de Justiça. / NYT 

 

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