Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Trump critica política migratória da Alemanha e diz querer evitar "erros" da Europa

Crise no país europeu pode beneficiar partidos de extrema direita, que já chegaram ao poder em outras nações, como Itália e Áustria

O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2018 | 17h50

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 18, que não quer ver seu país vivendo a mesma situação da Europa em função da entrada em massa de imigrantes. "Grande erro cometido em toda a Europa ao permitir a entrada de milhões de pessoas que mudaram sua cultura de forma tão forte e violenta", escreveu Trump no Twitter.

"Não queremos que o que está acontecendo com a imigração na Europa aconteça conosco", tuitou em seguida. O presidente disse ainda que a crise atualmente enfrentada pela chancelar alemã, Angela Merkel, é consequência de uma revolta da população. "O povo alemão está se voltado contra seus líderes", afirmou, acrescentando que a imigração fez com que o crime aumentasse no país.

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Na Alemanha, a crise política provocada pela chegada de mais de um milhão de requerentes de asilo entre 2015 e 2016 não perdeu força. No entanto, o número de entrada de imigrantes diminuiu consideravelmente desde 2017.

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A crise migratória contribuiu para o crescimento da extrema direita em toda Europa. Na Itália e na Áustria, os grupos de extrema direita chegaram ao governo, enquanto na Alemanha seu sucesso nas eleições legislativas levou ao conflito atual dentro do campo conservador da chanceler.

A União Social Democrática (CSU), que se prepara para duras eleições regionais na Baviera, em outubro, contra a extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), perdeu a paciência e agora ameaça derrubar a aliança com o partido democrata-cristão (CDU) de Merkel.

O conflito político agita o espectro de eleições e pode beneficiar principalmente a extrema direita alemã. / AFP e Reuters

 

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