JONATHAN ERNST|REUTERS
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Trump culpa ponto eletrônico por polêmica envolvendo a Ku Klux Klan

Às vésperas do dia de votação mais importante da corrida dos pré-candidatos presidenciais, o republicano favorito nas pesquisas tentou explicar por que não repudiou o apoio de David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan (KKK), durante uma entrevista televisiva n

O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2016 | 18h10

SAN ANTONIO - Donald Trump procurou minimizar a polêmica mais recente a atingir sua campanha pela indicação do Partido Republicano para a eleição presidencial dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 29, atribuindo o fato de não ter rejeitado o apoio de um supremacista branco a um problema com um ponto eletrônico de uma TV.

Às vésperas do dia de votação mais importante da corrida dos pré-candidatos presidenciais, o republicano favorito nas pesquisas tentou explicar por que não repudiou o apoio de David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan (KKK), durante uma entrevista televisiva no domingo.

"Estou em uma casa da Flórida com um fone de ouvido muito ruim que eles me deram, e mal dava para ouvir o que ele (apresentador) dizia, mas o que eu ouvi foram 'vários grupos'", disse Trump no programa Today da rede NBC.

"Eu desautorizei David Duke o fim de semana todo, no Facebook, no Twitter, e é óbvio que nunca é o suficiente", acrescentou o bilionário do setor imobiliário.

Os concorrentes de Trump o criticaram duramente por não se posicionar claramente sobre o apoio do supremacista branco no domingo, quando foi indagado repetidamente na CNN se criticaria a KKK e rejeitaria o apoio de racistas como Duke, ex-chefe da KKK de Louisiana, uma das unidades federativas que votam na Superterça.

Em uma campanha que Trump marcou com insultos constantes a seus adversários e uma série de propostas controversas, não ficou claro se ele será prejudicado por uma associação com o apoio de racistas brancos.

Trump propôs uma proibição temporária à entrada de muçulmanos no país, chamou imigrantes mexicanos de criminosos e insultou as mulheres.

O ex-apresentador de reality shows, cuja campanha começou como uma aposta arriscada, venceu três das quatro prévias partidárias estaduais até o momento em busca da indicação republicana para a votação de 8 de novembro. Trump parece a caminho de acumular mais vitórias quando 12 Estados, a maioria do sul, realizarem suas prévias em 1º de março, a chamada Superterça.

Trump lidera as pesquisas de opinião em muitos desses Estados, assim como em muitos levantamentos nacionais, nos quais tem uma vantagem de dois dígitos sobre seus rivais mais próximos, os senadores Marco Rubio e Ted Cruz. Seu avanço rumo à indicação, fortalecido pelo apoio inesperado do governador de New Jersey, Chris Christie, na sexta-feira, alarmou muitos do establishment republicano. / REUTERS 

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