G-7 termina sem unanimidade sobre mudanças climáticas, e condena 'práticas comerciais injustas'

G-7 termina sem unanimidade sobre mudanças climáticas, e condena 'práticas comerciais injustas'

Trump decide se EUA segue em acordo de Paris na próxima semana

Agências de notícias, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2017 | 10h37

A reunião de cúpula dos líderes das democracias mais ricas do mundo terminou sem um acordo unânime sobre a mudança climática, já que a administração Trump planeja levar mais tempo para dizer se os EUA vão permanecer no acordo de Paris.

As outras seis potências do G7 concordaram em cumprir o seu compromisso anterior de implementar o acordo de Paris para controlar os gases com efeito estufa para combater as alterações climáticas. A declaração final do G-7 expressa "compreensão" para o processo de revisão dos EUA. Mais cedo, Trump declarou, por meio de seu Twitter, que vai tomar uma decisão sobre o Acordo de Paris na próxima semana.


Os líderes do G-7 também fecharam um acordo para reconhecer a postura de Trump sobre o comércio. Eles mantiveram a proibição ao protecionismo constante nas declarações anteriores do grupo, mas incluíram uma declaração neste sábado de que "serão firmes contra todas as práticas comerciais injustas".

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que as conversações do G-7 sobre mudanças climáticas foram "insatisfatórias". Sobre o comércio internacional, Merkel afirma que os líderes tiveram uma discussão "razoável".

O clima e o comércio foram pontos de destaque durante a reunião que durou dois dias e foi realizada na cidade italiana de Taormina, na Sicília. Os líderes chegaram a acordo sobre outros pontos, como o apoio a uma cooperação mais estreita contra o terrorismo, na sequência do ataque durante um concerto musical em Manchester, no Reino Unido, que matou 22 pessoas.

Trump é um claro oponente às práticas para a redução do aquecimento global. Embora alguns considerem um avanço o presidente ter aceitado repensar a decisão, a chanceler alemã Angela Merkel já se pronunciou e disse que os acordos sobre as condições climáticas foram muito instatisfatório nesta reunião do G-7.

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