AP Photo/Evan Vucci
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Trump defende no Twitter a paralisação forçada do governo americano

Presidente também pediu uma mudança nas regras do Congresso, que precisa de 60 votos no Senado para aprovar as normas do orçamento

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2017 | 14h04

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um passo incomum nesta terça-feira, 2, ao defender a paralisação forçada - conhecida como "shutdown" - do governo federal, depois que congressistas republicanos e democratas ignoraram as demandas da Casa Branca para chegar a um acordo no orçamento.

Depois de uma batalha contundente, na qual os companheiros republicanos de Trump abandonaram muitas de suas promessas eleitorais, o presidente atacou, dizendo que talvez o governo não deveria ser financiado em absoluto.

Os aliados de Trump no Congresso chegaram a um acordo com os democratas para financiar o governo até setembro, adiando a construção de um muro na fronteira com o México e outras prioridades do presidente.

"Nosso país precisa de uma boa paralisação em setembro para resolver esta bagunça", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

No passado, as paralisações do governo custaram à economia americana bilhões de dólares e interromperam os serviços governamentais, já que, quando isso ocorre, os funcionários não essenciais são temporariamente suspensos.

Se desejar, Trump pode se recusar a assinar o projeto de lei que financia o governo até setembro e ainda está se concretizando no Congresso. Seus comentários complicam os esforços republicanos de apresentar o acordo orçamentário como uma vitória, graças, sobretudo, a um aumento no gasto militar.

O mandatário também pediu uma mudança nas regras do Congresso, que requer 60 votos no Senado para aprovar as normas do orçamento, um limite que torna necessário um compromisso entre partidos.

"A razão para o plano negociado entre republicanos e democratas é que precisamos de 60 votos no Senado que não estão ali! Ou elegemos mais senadores republicanos em 2018, ou mudamos as regras agora para 51%", escreveu Trump. A medida modificaria substancialmente a política americana, tornando os orçamentos mais partidários e piorando o que resta da cooperação entre partidos. / AFP

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